Pereira
Pereira morreu e nem me avisou
Pereira morreu e nem me avisou
Comprou cachaça fiado, bateu com as botas e não me pagou
Comprou cachaça fiado, bateu com as botas e não me pagou
E quem diria Pereira cismar de morrer
Se ontem mesmo bebeu a valer
Foi de cerveja a cachaça e o petisco torresminho e angu
Subiu na mesa se pôs a falar mal da cunhada, da sogra e do bar
E de mansinho me pediu pra pendurar
E saiu sem pagar
Ela na rua Pereira foi se aventurar
Já tava bem pra lá de Bagdá
E a ladeira um carro sem freio começava a descer
Tão distraído Pereira não viu
Mas uma vez a sorte lhe sorriu
Cambaleando foi pra mais um desafio
Se livrou por um fio
Logo na frente a sorte o deixa na mão
Pereira dá de frente com um ladrão
Que além de tudo que tinha também roubou o seu violão
De muito bambo Pereira caiu
Na poça d´água ali mesmo dormiu
Só acordando com a lambida de um cão
Mas que situação
E no caminho de casa tentou se lembrar
Se era verde ou branco seu lar
Do outro lado da rua um vizinho ele foi perguntar
Atravessando sem cambalear, foi de repente nem deu pra avisar
Da bicicleta não conseguiu escapar
Foi pro lado de lá
É Pereira, ta achando que eu vou cair nessa conversinha fiada, é ruim hien
Ainda hoje passo lá na sua cachanga, seu vagabundo
Comprou cachaça fiado, bateu com as botas e não me pagou
Mais que vai pagar, vai.....
Pereira
Pereira murió y ni siquiera me avisó
Pereira murió y ni siquiera me avisó
Compró aguardiente fiado, palmó y no me pagó
Compró aguardiente fiado, palmó y no me pagó
Y quién diría que Pereira se le ocurriría morir
Si ayer mismo bebió a lo grande
Pasó de cerveza a aguardiente y el aperitivo torresmo y angu
Se subió a la mesa y empezó a hablar mal de la cuñada, de la suegra y del bar
Y disimuladamente me pidió que le fiara
Y se fue sin pagar
Ella en la calle Pereira se fue a aventurar
Ya estaba bien pasado de copas
Y la cuesta un carro sin frenos empezaba a bajar
Tan distraído Pereira no vio
Pero una vez la suerte le sonrió
Tambaleándose fue por otro desafío
Se salvó por un pelo
Pronto la suerte lo deja en la estacada
Pereira se topa con un ladrón
Que además de todo lo que tenía también le robó su guitarra
Muy tambaleante Pereira cayó
En el charco de agua ahí mismo se durmió
Solo despertando con la lamida de un perro
¡Qué situación!
Y en el camino a casa intentó recordar
Si era verde o blanco su hogar
Al otro lado de la calle a un vecino le fue a preguntar
Cruzando sin tambalearse, de repente ni dio aviso
De la bicicleta no logró escapar
Fue para el otro lado
Ah Pereira, ¿crees que voy a caer en esa historia barata, eh?
Hoy mismo paso por tu cachanga, vago
Compró aguardiente fiado, palmó y no me pagó
Pero que va a pagar, va a...
Escrita por: Eder Bortolato, Cláudio Olliver