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Amemos

Rizzih

Amemos

Eu viajo de carruagem pelo mundo
Eu levo pouca coisa na bagagem, eu levo todo mundo
Adormeço ao longo das ruas, amanheço no mar
Ás vezes me ocorre não ter nada
Mas há sempre luz pra acordar, despertar
Eu vejo gente, eu vejo animais e se eu dou sorte eu encontro humanos
Eu abraçaria á cada um deles, ouviria seus planos
Mas o meu dialeto gritado é incompreensível
Eu deveria dizer, eu sou ilegível

Não me ame!
Eu sou um excesso descompassado
Estrada interditada, eu sou um livro de romance barato
Antigo, no móvel velho jogado
Eu posso ser a aridez, a sequidão dos campos longínquos do nordeste
Ou posso ser talvez a chuva fluida inesperada que veio do leste
Talvez eu seja a sua resposta
Eu sou a fratura exposta
Eu fui excesso primeiro, do começo da existência á janeiro

Amemos!
Morramos todos de amor excessivo
Proponho começar tudo de novo
Para de novo morrer afogado no rio
De lágrimas fluidas deste vazio
Tu podes ser o móvel novo que ocupa a sala do meu estar
Pode ser talvez a nudez de um "eu te amo" gritado no ar
Que eu decorei até mesmo ao contrário
Pra quando eu não pudesse ouvir dos teus lábios
Tu me amaste primeiro
E eu morri de amor por ti hoje mesmo

Amemos

Viajo en coche por el mundo
Llevo poco equipaje, llevo a todos
Me duermo en las calles, amanezco en el mar
A veces me doy cuenta de que no tengo nada
Pero siempre hay luz para despertar, despertar
Veo gente, veo animales y si tengo suerte encuentro humanos
Abrazaría a cada uno de ellos, escucharía sus planes
Pero mi dialecto gritado es incomprensible
Debería decir, soy ilegible

¡No me ames!
Soy un exceso descompasado
Carretera cerrada, soy un libro de romance barato
Antiguo, en el viejo mueble tirado
Puedo ser la aridez, la sequedad de los campos lejanos del noreste
O tal vez sea la lluvia fluida e inesperada que vino del este
Quizás sea tu respuesta
Soy la fractura expuesta
Fui exceso primero, desde el principio de la existencia hasta enero

¡Amemos!
Muriendo todos de amor excesivo
Propongo empezar de nuevo
Para volver a morir ahogado en el río
De lágrimas fluidas de este vacío
Puedes ser el nuevo mueble que ocupa la sala de mi estar
O tal vez la desnudez de un 'te amo' gritado en el aire
Que memoricé incluso al revés
Por si acaso no pudiera escucharlo de tus labios
Tú me amaste primero
Y morí de amor por ti hoy mismo

Escrita por: Claudio Rizzih