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Nostalgia De Mi Tierra

Cléo Barbosa

Saudade De Minha Terra

De que me adianta viver na cidade
Se a felicidade não me acompanhar
Adeus paulistinha do meu coração
Lá pro meu sertão eu quero voltar

Ver a madrugada, quando a passarada
Fazendo alvorada, começa a cantar
Com satisfação, arreio o burrão
Cortando estradão, saio a galopar
E vou escutando o gado berrando
Sabiá cantando no jequitibá
Pra minha mãezinha já telegrafei
E já me cansei de tanto sofrer
Nesta madrugada estarei de partida
Pra terra querida que me viu nascer
Já ouço sonhando o galo cantando
O inhambu piando no escurecer
A lua prateada clareando a estrada
A relva molhada desde o anoitecer
Eu preciso ir pra ver tudo ali
Foi lá que nasci, lá quero morrer

Viajando pra Mato Grosso, Aparecida do Taboado
Lá conheci uma morena, que me deixou amarrado
Deixei a linda pequena por Deus confesso desconsolado
Mudei o jeito de ser
Bebendo pra esquecer, sessenta dias apaixonado

Se alguém fala em Mato Grosso eu sinto o peito despedaçado
O pranto rola depressa, no meu rosto já cansado
Jamais eu esquecerei Aparecida do Taboado
Deixei a minha querida, deixei minha própria vida
Sessenta dias apaixonado
Deixei a minha querida, deixei minha própria vida
Sessenta dias apaixonado

Nostalgia De Mi Tierra

De qué me sirve vivir en la ciudad
Si la felicidad no me acompaña
Adiós, paulistinha de mi corazón
Allá en mi sertón quiero regresar

Ver la madrugada, cuando los pájaros
Haciendo alboroto, comienzan a cantar
Con satisfacción, ensillo al caballo
Cortando caminos, salgo galopando
Y voy escuchando al ganado mugir
El sabiá cantando en el jequitibá
A mi mamita ya le telegrafié
Y ya me cansé de tanto sufrir
Esta madrugada estaré de partida
Para la tierra querida que me vio nacer
Ya escucho soñando al gallo cantar
El inhambu piando al oscurecer
La luna plateada iluminando el camino
El pasto mojado desde el anochecer
Necesito ir para ver todo allí
Fue allí donde nací, allí quiero morir

Viajando a Mato Grosso, Aparecida do Taboado
Allí conocí a una morena, que me dejó atado
Dejé a la linda pequeña, por Dios confieso desconsolado
Cambié mi forma de ser
Bebiendo para olvidar, sesenta días enamorado

Si alguien menciona Mato Grosso siento el pecho destrozado
Las lágrimas corren rápido, en mi rostro ya cansado
Jamás olvidaré Aparecida do Taboado
Dejé a mi querida, dejé mi propia vida
Sesenta días enamorado
Dejé a mi querida, dejé mi propia vida
Sesenta días enamorado

Escrita por: Belmonte / Goia