Moça da Estrada
Moça da estrada, flor desfolhada pelo abandono
Caminhoneiro, longe da esposa, longe do lar
Busca em seus braços matar desejos do amor distante
De quem rodando não sabe quando vai regressar
Porque não digo toda verdade, que os seus lábios
São mais gelados do que a neblina do madrugar
Você fingindo que está amando, deseja apenas
Em qualquer posto, um quarto pobre para pousar
Moça da estrada
Os braços teus
Também já foram
Longa pousada dos sonhos meus
Moça da estrada, pouso forçado na encruzilhada
Onde a saudade ali se encontra com a solidão
Vidas cansadas, empoeiradas que vem de longe
Por cordilheiras, curvas e lamas de muito chão
O fogo ardente de vossos beijos dura uma noite
No outro dia, nem de seu nome vão se lembrar
Naquele posto, beirando a estrada, você sozinha
Espera outro caminhoneiro por lá passar
Chica de la Carretera
Chica de la carretera, flor deshojada por el abandono
Camionero, lejos de su esposa, lejos del hogar
Busca en tus brazos saciar los deseos del amor distante
De quien viajando no sabe cuándo regresará
Por qué no digo toda la verdad, que tus labios
Son más fríos que la neblina del amanecer
Tú fingiendo que estás amando, deseas solo
En cualquier parada, un cuarto pobre para descansar
Chica de la carretera
Tus brazos
También fueron
Larga morada de mis sueños
Chica de la carretera, parada forzada en la encrucijada
Donde la añoranza se encuentra con la soledad
Vidas cansadas, polvorientas que vienen de lejos
Por cordilleras, curvas y lodo de mucho camino
El fuego ardiente de tus besos dura una noche
Al día siguiente, ni siquiera recordarán tu nombre
En esa parada, bordeando la carretera, tú sola
Esperas a otro camionero que pase por ahí
Escrita por: Jose Fortuna / Tião Do Carro