Teoremas
As mesmas linhas que escorrem do teu rosto
Traçam teu contorno em mim
É um belo jogo e não meço esforço
Na frequência que se distorce em ti
Linhas de poemas que ainda se torcem em teoremas
Tento resolver, mas já me perdi
Se dissessem que estava por um triz
Na essência, já nem estaria aqui
Aceito teu poema se aceitas meus problemas
Mas já aviso que aprendi a fugir
Posso me embebedar com palavras
E teu cheiro ainda exala em mim
Criei a teoria errada
Mas já estou desgastada
De começar e depois partir
Se eu ainda sou algo representado em linhas funerais
Ei-lo lá o corvo de novo, avisando que não vai voltar
Porque eu quero me atar tanto quanto desatar
Não aprendi a amar, querido, então corro e corro
E termino sozinha de novo
Teoremas
Las mismas líneas que caen de tu rostro
Delinean tu contorno en mí
Es un hermoso juego y no escatimo esfuerzos
En la frecuencia que se distorsiona en ti
Líneas de poemas que aún se retuercen en teoremas
Intento resolver, pero ya me he perdido
Si dijeran que estaba al borde del abismo
En la esencia, ya ni estaría aquí
Acepto tu poema si aceptas mis problemas
Pero te advierto que aprendí a huir
Puedo embriagarme con palabras
Y tu aroma aún se exhala en mí
Creé la teoría equivocada
Pero ya estoy desgastada
De empezar y luego marcharme
Si aún soy algo representado en líneas fúnebres
Ahí está el cuervo de nuevo, advirtiendo que no volverá
Porque quiero atarme tanto como desatarme
No aprendí a amar, querido, así que corro y corro
Y termino sola de nuevo
Escrita por: Bruno Matheus