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Afuerita

C.Magrão

Lá Fora

Tá perigoso lá fora
Tá chovendo canivete lá fora
E eu tô preso dentro de casa
Imaginando se tem jeito
Pra salvar a humanidade
Que saudade não chora
Minha mulher tá me dizendo
Não chora, eu tava errado e
Só percebi agora, eu fui otário em confiar
Falei demais e acabei apunhalado
Pelas costas na tora

Graças ao pai do meu passado
Eu já não lembro mais
Perdi foi tempo nessa vida
Com nada demais
Nego nadou demais
Ouvindo água por ai
Colecionando amigos rivais
Muito prazer eu sou um novo eu
Aquele lá que escutava desaforo
No passado calado morreu
Aquele lá que tentava te levantar
Que tu tentou apunhalar
Tá enterrado e agora fodeu
Me diz agora de quem que tu vai ganhar?
Me diz agora de quem que tu quer ganhar?
Tá todo mundo nessa briga
Na barriga só lombriga nenhum
Hit mas pensa que é popstar
Não acredito nesse papo
Que não quer fazer história e
Nem botar um som na rua pra gerar
Então pra quê que tu publica?
Ouve só, então por que ficar bolado
Com que bota pra quebrar?

Tá perigoso lá fora
Tá chovendo canivete lá
E eu tô preso dentro de casa
Imaginando se tem jeito
Pra salvar a humanidade
Que saudade não chora
Minha mulher tá me dizendo
Não chora, eu tava errado e
Só percebi agora, eu fui otário em confiar
Falei demais e acabei apunhalado
Pelas costas na tora

Meu Deus eu ando tão mudado bebê
Eu não me importo com nada bebê
Se eles falam de tudo que eu digo e faço
Eu avanço trezentos passo e digo nada bebê
Minha saliva é muito cara e pra quê
Desperdiçar falando mal de você
Quase larguei essa porra
Perguntando o que tinha feito
De errado agora eu quero saber
Dessa humildade, me explica esse tipo
De humildade que não aguenta ver vitória
De ninguém nem quer a própria favela
Em prosperidade, calamidade!
Comemoraram eu longe dessa cidade
Quiseram a gente passando necessidade
Quem sabe um dia eu volto
Quem sabe um dia me solto
Dessa prisão já virado numa entidade
Renascido das cinzas da sanidade
Eu tô imune a crise de identidade
Não quero mais tá no foco
Só vai beber nesse copo
Quem for real e não cópia sem qualidade
Pros irmão só desejo longevidade
Disciplina na quina e serenidade
Pros mala prometo troco
Uma rima louca e invoco
Minha sorte fode usem cinto de castidade

Afuerita

Está peligroso afuera
Está lloviendo cuchillos afuera
Y yo estoy atrapado dentro de casa
Imaginando si hay manera
De salvar a la humanidad
Qué nostalgia, no llores
Mi mujer me está diciendo
No llores, estaba equivocado y
Recién me doy cuenta ahora, fui un idiota al confiar
Hablé demasiado y terminé apuñalado
Por la espalda, en la vara

Gracias al padre de mi pasado
Ya no recuerdo más
Perdí tiempo en esta vida
Sin nada especial
La gente nada demasiado
Escuchando agua por ahí
Coleccionando amigos rivales
Mucho gusto, soy un nuevo yo
Aquel que escuchaba desprecios
En el pasado callado murió
Aquel que intentaba levantarte
Y tú intentaste apuñalar
Está enterrado y ahora se jodió
Dime ahora de quién vas a ganar
Dime ahora de quién quieres ganar
Todos están en esta pelea
En el estómago solo hay lombrices, ninguno
Éxito pero piensa que es una estrella pop
No creo en ese rollo
Que no quiere hacer historia y
Ni poner un sonido en la calle para generar
Entonces, ¿por qué publicas?
Escucha, entonces, ¿por qué te enojas
Con quien rompe todo?

Está peligroso afuera
Está lloviendo cuchillos afuera
Y yo estoy atrapado dentro de casa
Imaginando si hay manera
De salvar a la humanidad
Qué nostalgia, no llores
Mi mujer me está diciendo
No llores, estaba equivocado y
Recién me doy cuenta ahora, fui un idiota al confiar
Hablé demasiado y terminé apuñalado
Por la espalda, en la vara

Dios, estoy tan cambiado, nena
No me importa nada, nena
Si hablan de todo lo que digo y hago
Avanzo trescientos pasos y no digo nada, nena
Mi saliva es muy valiosa y ¿para qué?
Desperdiciar hablando mal de ti
Casi dejo todo esto
Preguntando qué había hecho
Mal, ahora quiero saber
De esta humildad, explícame este tipo
De humildad que no soporta ver la victoria
De nadie y no quiere su propia favela
En prosperidad, ¡calamidad!
Celebraron que yo estuviera lejos de esta ciudad
Querían que pasáramos necesidades
Quién sabe si algún día vuelva
Quién sabe si algún día me suelte
De esta prisión, convertido en una entidad
Renacido de las cenizas de la cordura
Estoy inmune a la crisis de identidad
No quiero estar en el foco
Solo beberá de este vaso
Quien sea real y no una copia de mala calidad
Para los hermanos solo deseo longevidad
Disciplina en la esquina y serenidad
Para los malandros prometo revancha
Una rima loca e invoco
Mi suerte jode, usen cinturón de castidad

Escrita por: C.Magrão