Velhos Jornais
O que ontem eu era
Hoje eu já não sou mais
Mudar é como entender viver
Será que eu fui um dia
O que um dia eu esperava ser?
Mudar é ter que esquecer
Ter que esquecer
E antes valorizava
Coisas que o sol já não traz
Pneu de bicicleta, doce, café
Ou velhos jornais
E antes que me pareça
A minha cabeça é capaz
De pensar o que é certo
Escolher, ser esperto
De apostar pra ver
É triste quem
Pensa não ter tudo
É forte quem
Sabe que tudo tem
E então uma vez mais
O novo aparece em vão
Circunferência afiada
Em manchetes, ou televisão
Disparo seco abafado
Por novelas ou por carnaval
Será que ainda existe a beleza?
Ou tudo é mesmo artificial?
É triste quem
Pensa não ter tudo
É forte quem
Sabe que tudo tem
Viejos Periódicos
Lo que ayer era
Hoy ya no lo soy
Cambiar es como entender vivir
¿Será que fui alguna vez
Lo que esperaba ser un día?
Cambiar es tener que olvidar
Tener que olvidar
Y antes valorizaba
Cosas que el sol ya no trae
Llanta de bicicleta, dulce, café
O viejos periódicos
Y antes de que parezca
Mi cabeza es capaz
De pensar lo que es correcto
Elegir, ser astuto
De apostar para ver
Es triste quien
Piensa que no tiene todo
Es fuerte quien
Sabe que todo tiene
Y entonces una vez más
Lo nuevo aparece en vano
Circunferencia afilada
En titulares, o televisión
Disparo seco amortiguado
Por novelas o por carnaval
¿Será que aún existe la belleza?
¿O todo es realmente artificial?
Es triste quien
Piensa que no tiene todo
Es fuerte quien
Sabe que todo tiene