O leste
O céu da ambigüidade
Com suas nuvens de algodão
Estancam o ferimento
Dentro do meu coração
E eu nunca entendo porque tem que ser assim
As coisas do inicio que eu só conheço no fim
E a terra onde eu piso
Não existe pra pisar
Na lasca desse fogo
Eu vou ter que me espetar
Eu que sempre andava com minhas convicções
Vou ter que desligar as velhas conexões
Queria ser você e não me prender
Queria algo a mais, mas não sou capaz
De dar pra você algo de valor
De dar pra você o que eu quero ter
Os feixes de razão
Me permitem alertar
Que por esse caminho
Não tem como retornar
E as novas feridas não dão mais pra estancar
E o suco dessa fruta é impossível recusar
E eu que já fui forte
Não consigo levantar
Eu até já fui fraco
Não consigo fraquejar
E eu que já fui vivo não consigo respirar
E eu que antes gritava não consigo mais falar
Queria ser você e não me prender
Queria algo a mais, mas não sou capaz
De dar pra você algo de valor
De dar pra você o que eu quero ter
Al este
El cielo de la ambigüedad
Con sus nubes de algodón
Detienen la herida
Dentro de mi corazón
Y nunca entiendo por qué tiene que ser así
Las cosas del principio que solo conozco al final
Y la tierra donde piso
No existe para pisar
En la astilla de este fuego
Tendré que clavarme
Yo que siempre caminaba con mis convicciones
Tendré que desconectar las viejas conexiones
Quisiera ser tú y no atarme
Quisiera algo más, pero no soy capaz
De darte algo de valor
De darte lo que quiero tener
Los haces de razón
Me permiten advertir
Que por este camino
No hay forma de regresar
Y las nuevas heridas ya no se pueden detener
Y el jugo de esta fruta es imposible rechazar
Y yo que antes fui fuerte
No puedo levantarme
Incluso fui débil
No puedo flaquear
Y yo que antes estaba vivo no puedo respirar
Y yo que antes gritaba ya no puedo hablar
Quisiera ser tú y no atarme
Quisiera algo más, pero no soy capaz
De darte algo de valor
De darte lo que quiero tener
Escrita por: Danilo Carnevalli