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Entré en problemas

Compadre Moreira

Entrei Pros Cano

Vi um sujeito de terninho engomado
Este coitada tinha entrado numa fria
Um alagoano, pai de uma filha somente
Quis fazer ele casar na delegacia

Mas o sujeito era malandro e maloqueiro
É desse tipo que ninguém não agradece
Mas quando viu o delegado foi dizendo
Ô seu delega, meu chapa
Manera a barra aí, vê se me esquece, legal!
Borracha nesse malandro!
Não foi legal, entrei pro cano

Um japonês por nome Tapa Na Caneca
Fez uma briga na sua tinturaria
O italiano que era gordo e banguela
Não quis pagar uma continha que devia

Foi cabeçada que saiu pra todo lado
O garantido pra pagar não aparece
O italiano quebrou tudo e foi dizendo
Que porca pipa ê rapaz, manera a barra aí
Vê se me esquece
É garantido precisa pagar japon né?
Se num pagar japon, japon não recebe
E muié de japon nervoso fica né?
Japon cabeça seu bate né?
Mama mia, entrei pro cano

Um velho turco tinha o nome de Nagib
Vendeu um terno pra um sujeito português
Mas o Manoel que veio lá de Portugal
Não era burro, veja só o que ele fez

Por muito tempo não mostrou a sua cara
O velho turco chegou até fazer prece
Um certo dia foi cobrá o português
Ralhos parta o diabo
Manoel aí você me esquece
Eu falá pra cê precisa pagá conta preu
Se num paga conta preu
Fala pra Nagiba Zabadeu bate no cabeça seu
Ralhos parta o diabo, entrei pus cano

Vi um pinguço que tava de cara cheia
Porque de pinga tinha ido um garrafão
Fez uma briga, levou logo a mão na oreia
Em dez segundo tomou trinta pescoção

Veio a polícia pra levá este sujeito
E sem demora foi descendo o cassetete
Mas o pinguço olhou bem para o tenente
Ô seu praça, manera a barra aí, vê se me esquece
Seu praça não ouviu? Eu sou tenente
Pois é seu soldado, manera essa aí
Borracha neste pinguço
Í, entrei prus cano

Entré en problemas

Vi a un tipo con traje planchado
Este pobre se metió en un lío
Un alagoano, padre de una sola hija
Quiso casarlo en la comisaría

Pero el tipo era astuto y maleante
Es de esos que nadie agradece
Pero al ver al delegado dijo
Oye delegado, compadre mío
Baja la guardia, a ver si me olvidas, ¡legal!
¡Golpea a este maleante con la goma!
No fue legal, entré en problemas

Un japonés llamado Tapa Na Caneca
Armo una pelea en su tintorería
El italiano, gordo y desdentado
No quiso pagar una cuenta pendiente

Hubo cabezazos por todos lados
El garante para pagar no aparece
El italiano destrozó todo y dijo
¡Porca pipa, amigo, baja la guardia!
A ver si me olvidas
Es garantizado, necesita pagar el japonés, ¿no?
Si no paga el japonés, el japonés no recibe
Y la mujer del japonés se pone nerviosa, ¿no?
¡Japonés, cabeza, te golpea, ¿no?
Mama mía, entré en problemas

Un viejo turco llamado Nagib
Vendió un traje a un sujeto portugués
Pero Manoel, que vino de Portugal
No era tonto, mira lo que hizo

Por mucho tiempo no mostró su cara
El viejo turco incluso rezó
Un día fue a cobrar al portugués
¡Maldición al diablo!
Manoel, olvídame
Te dije que tenías que pagar la cuenta
Si no pagas la cuenta
Dile a Nagiba Zabadeu que te golpee en la cabeza
¡Maldición al diablo, entré en problemas!

Vi a un borracho con la cara llena
Porque se había tomado un garrafón de aguardiente
Armo una pelea, le dieron un golpe en la oreja
En diez segundos recibió treinta golpes

Vino la policía para llevarse a este tipo
Y sin demora empezaron a golpearlo con la porra
Pero el borracho miró fijamente al teniente
Oye sargento, baja la guardia, a ver si me olvidas
¿No me escuchaste, sargento? Soy teniente
Así es, soldado, baja la guardia
¡Golpea a este borracho con la goma!
Sí, entré en problemas

Escrita por: Compadre Moreira / Leo Canhoto