Serenata
Eu posso lhe dizer
Que você pra mim é nada
Que eu não suporto
Esse negócio de "eu te amo"
Sua saliva
Cheira cola de sapato
Deixa de bancar
A menininha do lacre
Saiba,que eu não tenho
Que provar nada
Que paixão pra mim
Sempre foi sepultamento
Deixa seu corpo
Sangrar e dar porrada
Uma boca fechada
Pode ser bem mais amada
Não quero ouvir de você
Nem uma palavra
Apenas sua carniça
Derretendo no meu corpo
Sua pele como
A de uma rã arrebentada
Uma loba surda
Uivando gargalhadas
Mesmo quando eu estou
Na solidão me envenenando
Sua boca é apenas
Algo que me excita
Mas,não há colírio,remédio ou doença
Que destrua a ignorância da sua beleza.
Serenata
Te puedo decir
Que para mí no eres nada
Que no soporto
Esa vaina de 'te amo'
Tu saliva
Huele a pegamento de zapato
Deja de actuar
Como la niñita del sello
Sepa que no tengo
Que probar nada
Que el amor para mí
Siempre fue un entierro
Deja que tu cuerpo
Sangre y reciba golpes
Una boca cerrada
Puede ser mucho más amada
No quiero escuchar de ti
Ni una palabra
Solo tu carne
Derritiéndose en mi cuerpo
Tu piel como
La de una rana destrozada
Una loba sorda
Aullando carcajadas
Incluso cuando estoy
En soledad envenenándome
Tu boca es solo
Algo que me excita
Pero no hay colirio, medicina o enfermedad
Que destruya la ignorancia de tu belleza.
Escrita por: César / MARCELLO MALUF / Marco