Refém
É proibido fumar, é proibido beber
É proibido viver, é proibido crescer
Mas te permite roubar, te permitem matar
É proibido dizer, é proibido pensar
Discutem cor, raça, religião
Mas logo todos iremos pra debaixo do chão
Um balão de drogas que estoura no seu pulmão
Um coquetel de remédios para um homem depressivo
Que tá querendo ir pra corda ou então tomar um tiro
Uma loucura consciente ou louco inconsequente
Um sistema influente de mentes poluentes
Eu vou até lá esperar a morte chegar
O inferno é aqui e o paraíso também
Volte logo para sua casa para não ser mais um refém
Eu olho pra esquerda, eu olho pra direita
Adolescentes mortos jogados na sarjeta
Eu ando pra frente, o sistema puxa para trás
Eu quero dizer antes que seja tarde demais
Crianças perdidas de armas na mão
E vendas de voto em troca de ilusão
O lugar desse burguês é dentro da prisão
Onde jogam jovens como resto de pão
Eu acho que se fôssemos independentes
Nós se reergueríamos automaticamente
E não se humilharíamos a outros países
Pelas nossas crises ou problemas abrangentes
Eu acho que se não houvesse mais escravidão
Um prezado cidadão não trabalharia 25 horas por dia
Pra receber uma mísera quantia e passar 12 horas numa fila
Pra conseguir uma vaga pra sua filha e no final da sua vida
Ter que morrer de esperar num leito hospitalar
Daí eu que sou pobre começo a pensar
Causo tanto reboliço chego até a incomodar
Pois da zona sul a zona leste, pessoas vendem uma peste
Não é de casa em casa, nem é de porta em porta
Senhores do crime esperam mais uma alma em sua toca
E o jovem que usa, que vende ou vai comprar
Podia estar na escola, seu verdadeiro lugar!
Rehén
Está prohibido fumar, está prohibido beber
Está prohibido vivir, está prohibido crecer
Pero te permiten robar, te permiten matar
Está prohibido decir, está prohibido pensar
Discuten color, raza, religión
Pero pronto todos iremos debajo del suelo
Un globo de drogas que estalla en tu pulmón
Un cóctel de medicamentos para un hombre deprimido
Que quiere ir a la soga o tomar un tiro
Una locura consciente o loco inconsciente
Un sistema influyente de mentes contaminadas
Voy hasta allá a esperar que llegue la muerte
El infierno está aquí y el paraíso también
Vuelve pronto a tu casa para no ser otro rehén
Miro a la izquierda, miro a la derecha
Adolescentes muertos tirados en la cuneta
Avanzo, el sistema me jala hacia atrás
Quiero decir antes de que sea demasiado tarde
Niños perdidos con armas en la mano
Y ventas de votos a cambio de ilusión
El lugar de este burgués es dentro de la cárcel
Donde arrojan a jóvenes como sobras de pan
Creo que si fuéramos independientes
Nos levantaríamos automáticamente
Y no nos humillaríamos ante otros países
Por nuestras crisis o problemas extensos
Creo que si no hubiera más esclavitud
Un estimado ciudadano no trabajaría 25 horas al día
Para recibir una miseria y pasar 12 horas en una fila
Para conseguir un lugar para su hija y al final de su vida
Tener que morir esperando en una cama de hospital
Entonces yo, que soy pobre, comienzo a pensar
Causo tanto revuelo que llego a molestar
Porque desde el sur hasta el este, la gente vende una peste
No es de casa en casa, ni de puerta en puerta
Los señores del crimen esperan otra alma en su guarida
Y el joven que usa, que vende o va a comprar
Podría estar en la escuela, su verdadero lugar!
Escrita por: Guilherme Lacruz / Leonardo Ribeiro