Noites Pagãs
Por toda forma de ousadia da tua busca louca
Pela ausência tão presente retalhando as minhas horas
Em minutos encharcados de alcoolizados blues
Melhor assim, melhor o fim
Valeu brincar de ser feliz
Valeram os teus versos recheados de tesão
As fantasias dissolvidas em copos descartáveis
Valeu a dor de tentar outra vez
Pelo ballet dos nossos corpos transvirados de desejo
O vôo rasante da tua boca insinuando mil pecados
Pelas frases sussurradas na explosão do teu instante
Melhor assim... melhor o fim
Não fomos dignos de amar tanto
Valeu chorar baixinho a nossa sorte pagã
Suplicar ao relógio alguns minutos mais
Os sonhos abortados em noites sem manhãs
Como as folhas do outono sucumbem à brisa leve
A nossa história se afoga no excesso de enredo
Nossos grilos, nossos medos hoje são páginas de saudade
Meu sonho zen... mas, tudo bem
Eu tô juntando o que sobrou de mim
Tudo é tão confuso, tão vazio... eu sinto frio
Mas não me assustam as noites longas
Eu vou me acostumar com a escuridão
Sem feedback, baby
Tô de caso com a solidão
Noches Paganas
Por toda forma de audacia de tu búsqueda loca
Por la ausencia tan presente desgarrando mis horas
En minutos empapados de blues alcoholizados
Mejor así, mejor el fin
Valió la pena jugar a ser feliz
Valieron tus versos llenos de pasión
Las fantasías disueltas en vasos desechables
Valió el dolor de intentarlo otra vez
Por el ballet de nuestros cuerpos transpirados de deseo
El vuelo rasante de tu boca insinuando mil pecados
Por las frases susurradas en la explosión de tu instante
Mejor así... mejor el fin
No fuimos dignos de amar tanto
Valió llorar bajito nuestra suerte pagana
Suplicar al reloj unos minutos más
Los sueños abortados en noches sin mañanas
Como las hojas de otoño sucumben a la brisa suave
Nuestra historia se ahoga en el exceso de trama
Nuestros grillos, nuestros miedos hoy son páginas de nostalgia
Mi sueño zen... pero, todo bien
Estoy juntando lo que quedó de mí
Todo es tan confuso, tan vacío... siento frío
Pero no me asustan las noches largas
Me acostumbraré a la oscuridad
Sin retroalimentación, nena
Estoy en una relación con la soledad
Escrita por: Gilberto Álvares