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Siete Aroeiras

Consuelo de Paula

Sete Aroeiras

Tenho saudade do jequitibá
Das sete aroeiras, do jacarandá
E da palmeira onde eu fiz meu ninho
Da mina de água que me fez jorrar da benzedeira com o seu raminho
Erva-pimenteira, pé de manacá
Arvoredo é, arvoredo é
A mata de onde eu vim

Tenho saudade do velho João bá
Do tronco da paineira e do baobá
Da terra inteira onde eu passarinho
E da cachoeira que me fez cantar
Da curandeira com o seu carinho
Clareando a mata com o seu colar

Tenho saudade de deitar o olhar
Na flor de laranjeira, flor de araçá
Na pedra branca, luz do meu caminho
Flor de quaresmeira, flor de resedá
Do roseiral ouvi um som clarinho
Voz de cirandeira comandando o mar
E na fogueira cai devagarinho
Ponta de estrela, raio de luar

Siete Aroeiras

Extraño al jequitibá
A las siete aroeiras, al jacarandá
Y a la palmera donde hice mi nido
Del manantial que me hizo brotar de la curandera con su ramita
Hierba de pimienta, pie de manacá
Bosque es, bosque es
El monte de donde vengo

Extraño al viejo João bá
Al tronco del árbol del pan y al baobá
A toda la tierra donde vuelo como pájaro
Y a la cascada que me hizo cantar
De la curandera con su cariño
Iluminando el bosque con su collar

Extraño mirar
La flor de naranjo, la flor de araçá
La piedra blanca, luz de mi camino
Flor de cuaresma, flor de resedá
Del rosal escuché un sonido claro
Voz de ronda comandando el mar
Y en la hoguera cae lentamente
Punta de estrella, rayo de luna

Escrita por: Consuelo De Paula / João Arruda