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Soneto - XXV (o El Jardín)

Contos de Joaquim

Soneto - XXV (ou O Jardim)

De tudo que desejam, eu tenho e sorvo:
Amor, descanso, paz - também riqueza -
No rosto trago os traços da beleza
que até, para os deuses, sou estorvo...

A inveja cai em mim como uma Águia
a desejar me devorar nos altos picos,
mas meu couro em atrito com seu bico
vira ouro e eu, enfim, não sinto nada...

Meus talentos, podem ver, que são completos;
Nada devo aos mestres desse mundo,
nem a Deus, que me fez este obséquio...

Porém quando eu entro nos botecos,
que eu vejo o olhar do ser imundo,
percebo que não sou mais que um projeto...

Soneto - XXV (o El Jardín)

De todo lo que desean, yo tengo y sorbo:
Amor, descanso, paz - también riqueza -
En el rostro llevo los rasgos de la belleza
que incluso, para los dioses, soy estorbo...

La envidia cae sobre mí como un Águila
deseando devorarme en las altas cumbres,
pero mi piel al rozar con su pico
se convierte en oro y yo, al final, no siento nada...

Mis talentos, pueden ver, que son completos;
Nada debo a los maestros de este mundo,
ni a Dios, que me hizo este favor...

Pero cuando entro en los bares,
que veo la mirada del ser inmundo,
percibo que no soy más que un proyecto...

Escrita por: Ely Cabral