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Soneto - XVII (o El (en)Fado)

Contos de Joaquim

Soneto - XVII (ou O (en)Fado)

Fadado estou a ver tormentas
trajar o luto e chorar ausência.
Fadado estou à total descrença
de tudo que for, que houver beleza!

Fadado estou a não ter contendas
nao ter descanso, não ver as prendas...
Fadado estou à total tristeza,
a total fadiga, a incerteza!

Fadado estou em minha fraqueza,
a ver (meus) sonhos e sua pureza
fugirem de mim - com que proeza!

Ficando em mim (só) a malvadeza
dum coração tão sem defesa
perante a sua (própria) natureza.

Soneto - XVII (o El (en)Fado)

Estoy destinado a ver tormentas
trabajar el luto y llorar ausencia.
Estoy destinado a la total descreencia
de todo lo que sea, que haya belleza!

Estoy destinado a no tener disputas
no tener descanso, no ver los regalos...
Estoy destinado a la total tristeza,
la total fatiga, la incertidumbre!

Estoy destinado en mi debilidad,
a ver mis sueños y su pureza
escapar de mí - ¡con qué proeza!

Quedando en mí solo la maldad
de un corazón tan desprotegido
ante su propia naturaleza.

Escrita por: Ely Cabral