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El Precio

Contradição Arkana

O Preço

Pelos mangues, pelo porto
Do distinto ao sinuoso
Por me dar o que posso comprar
Pelas ruas, pela chuva
Da desgraça à ternura
Por não reprimir o meu pesar

Quanto devo, por favor?
Diga quanto devo, por favor

Pelos becos, pelo acesso
Do andaime ao concreto
Por tecer conforto com vapor
Pelas flores, pelos bosques
Do açude ao transporte
Por colher o que nunca plantou

Quanto devo, por favor?
Diga quanto devo, por favor

Da favela emergente
Ao congresso sem pudor

Sendo bom ou ruim
Não será pra mim
Sendo bom ou ruim
Nunca foi para mim

Pelo pão, pelo circo
Da ressaca sem o vinho
Por algo que eu possa comentar
Pelo porre, pelo riso
Amarelo ou sem motivo
Por lembranças que não vou guardar

Quanto devo, por favor?
Diga quanto devo, por favor

Da favela emergente
Ao congresso sem pudor

El Precio

Por los manglares, por el puerto
De lo distinto a lo sinuoso
Por darme lo que puedo comprar
Por las calles, por la lluvia
De la desgracia a la ternura
Por no reprimir mi pesar

¿Cuánto debo, por favor?
Dime cuánto debo, por favor

Por los callejones, por el acceso
Del andamio al concreto
Por tejer confort con vapor
Por las flores, por los bosques
Del embalse al transporte
Por cosechar lo que nunca sembró

¿Cuánto debo, por favor?
Dime cuánto debo, por favor

Desde la favela emergente
Al congreso sin pudor

Sea bueno o malo
No será para mí
Sea bueno o malo
Nunca fue para mí

Por el pan, por el circo
De la resaca sin el vino
Por algo que pueda comentar
Por la borrachera, por la risa
Amarillo o sin motivo
Por recuerdos que no guardaré

¿Cuánto debo, por favor?
Dime cuánto debo, por favor

Desde la favela emergente
Al congreso sin pudor

Escrita por: Denil Menezes