395px

Yo miro desde arriba

ContraForte

Observo de Cima

Observo de cima o mundão da cabeça aos pés
Me perco nessas linhas, quero rasgar folhas
Sem trocar os papéis
Observo de cima o mundão da cabeça aos pés
Construí umas rimas, pintando velhos quadros
Usando novos pincéis

Globo ocular de cima mirando tudo
O sniper com a caneta deixando vários de luto, puto
Vai achando que eu não frago, esse leão ta engordando
Com aparência de magro

Diz, qual é a cor do partido que te fode
Diz, qual é a sigla da bandeira que te ilude
Quem afia a faca espera que você se corte
Ta até o pescoço atolado nesse chorume

Depois, que aprenderam a mentir honestamente
Ser honesto com mentiras, ta valendo bem mais
Depois, que aprenderam a mentir honestamente
Sempre foram as mentiras mais honestas, carai

Ativaram dementadores desse sistema em curto
Atualizei o dicionário: Chamam de imposto, furto

Tomei partido dentro da esfera mental
Dei partido na revolução poética cultural

Liberdade de verdade sem rótulo, sem título
Apenas você escrevendo os próximos versículos
De estrofe em estrofe, capítulo em capítulo
Somente você, escreve o final do livro

Observando da sacada do prédio
Observando o horizonte
Correndo hoje pra amanhã chegar bem mais longe
Tá ligado?

Observo de cima o mundão da cabeça aos pés
Me perco nessas linhas, quero rasgar folhas
Sem trocar os papéis

Observo de cima o mundão da cabeça aos pés
Construí umas rimas, pintando velhos quadros
Usando novos pincéis

É, e eu vou logo dando o papo
O que eu tenho a dizer é corrosivo
A pane do sistema, o espanto dos ouvidos
De tenta profundidade, cê acaba enterrado vivo
Os fatos são ligados, mas nem tudo é relativo

Preciso do que desconheço
Sei que tudo que o sábio sabe, ainda é só o começo

A mesmice, afasta o desconhecido, e cê sabe
É tudo muito rápido que as coisas acontecem
Quase sempre o coletivo espera que tu tropece
Ou cê fica caído, ou a vida te amadurece

O mundo são dos fortes e dos loucos
Os loucos sempre são fortes
E os fortes sempre acabam ficando loucos

Quero extinguir a raça
E acabar com o ninho de exploradores
Nos dão espinhos e prometem flores
Concentram o poder na mão de tirânicos
E obstruem inovadores

Dominam mentes e querem controlar computadores
Vão se foder enquanto nossas mentes
For os processadores
Não é que nem ensinam os professores
Ninguém regula os reguladores

Debochado o suficiente pra rir da tristeza
Pois sei que o gosto da alegria é passageiro
Transparente o suficiente pra ser verdadeiro
Ligeiro o bastante pra enganar primeiro

Um vagabundo nato, sua mesmice é um pé no saco
Seu certo não acho, não assinei contrato

Zé porva é mato e os de fé nem toda terra nasce
Já que a vida ta um droga
Eu quero a droga que nasce da terra
Deixa solta fumaça e vê se me erra

Um gole do Whisky pra molhar as palavras
A mina do olhar penetrante tragando a baga
Lá fora o mundo, desmoronando
Enquanto a gente se amava
Cê não queria mais nada, eu não queria mais nada

Observo de cima o mundão da cabeça aos pés
Me perco nessas linhas, quero rasgar folhas
Sem trocar os papéis

Observo de cima o mundão da cabeça aos pés
Construí umas rimas, pintando velhos quadros
Usando novos pincéis

Yo miro desde arriba

Yo miro desde arriba del mundo de la cabeza a los pies
Me pierdo en estas líneas, quiero rasgar hojas
Sin cambiar los papeles
Yo miro desde arriba del mundo de la cabeza a los pies
Construí algunas rimas, pintando viejas pinturas
Uso de pinceles nuevos

El globo ocular superior apunta a todo
El francotirador con la pluma dejando varios luto, chico
Si crees que no engordo, este león engordará
Con la apariencia de flaco

Dime, ¿de qué color es la fiesta que te folla?
Dime, ¿cuál es el acrónimo de la bandera que te engañan?
¿Quién afila el cuchillo espera a que te cortes tú mismo
Estás hasta el cuello atrapado en esa lechada

Entonces aprendieron a mentir honestamente
Ser honesto con mentiras vale mucho más
Entonces aprendieron a mentir honestamente
Siempre han sido las mentiras más honestas, hombre

Se activaron dementores de este sistema en breve
Actualicé el diccionario: lo llaman impuestos, robo

Tomé partido dentro de la esfera mental
Participé en la revolución poética cultural

Libertad de verdad sin etiqueta, sin título
Sólo tú escribes los siguientes versos
De estrofa a estrofa, capítulo a capítulo
Sólo tú, escribe el final del libro

Observación desde el balcón del edificio
Mirando el horizonte
Correr hoy para mañana para llegar mucho más lejos
¿Estás en?

Yo miro desde arriba del mundo de la cabeza a los pies
Me pierdo en estas líneas, quiero rasgar hojas
Sin cambiar los papeles

Yo miro desde arriba del mundo de la cabeza a los pies
Construí algunas rimas, pintando viejas pinturas
Uso de pinceles nuevos

Sí, y voy a hablar contigo
Lo que tengo que decir es corrosivo
El colapso del sistema, el asombro de los oídos
En el fondo, terminas enterrado vivo
Los hechos están vinculados, pero no todo es relativo

Necesito lo que no sé
Sé que todo lo que el sabio sabe sigue siendo sólo el principio

Lo mismo, ahuyenta lo desconocido, y ya sabes
Es demasiado rápido que las cosas pasan
Casi siempre el colectivo espera que usted viaje
O te caes, o la vida te madura

El mundo es de los fuertes y los locos
Los locos siempre son fuertes
Y los fuertes siempre terminan enloqueciendo

Quiero extinguir la carrera
Y acabar con el nido de exploradores
Nos dan espinas y prometen flores
Concentrar el poder en la mano de tiránicos
Y obstruir a los innovadores

Ellos dominan las mentes y quieren controlar las computadoras
Que te jodan mientras nuestras mentes
Para procesadores
No es que ni siquiera enseñen a los maestros
Nadie regula los reguladores

Se rió lo suficiente como para reírse de la tristeza
Porque sé que el sabor de la alegría es fugaz
Lo suficientemente transparente como para ser verdad
Lo suficientemente ligero como para engañar primero

Un vagabundo nacido, su semejanza es un dolor en el culo
Tu derecho no pienses, no firmé un contrato

Zé porva es arbusto y los de fe no nace toda la tierra
Desde que la vida apesta
Quiero la droga que viene de la tierra
Deja que fume y me haga perder

Un sorbo de whisky para mojar las palabras
La mina de la mirada penetrante arrastrando la baya
Allá afuera el mundo, cayendo a pedazos
Mientras nos amábamos el uno al otro
Tú no querías nada más, yo no quería nada más

Yo miro desde arriba del mundo de la cabeza a los pies
Me pierdo en estas líneas, quiero rasgar hojas
Sin cambiar los papeles

Yo miro desde arriba del mundo de la cabeza a los pies
Construí algunas rimas, pintando viejas pinturas
Uso de pinceles nuevos

Escrita por: Audacio / Lov