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Bambuê

Coral Das Lavadeiras de Almenara e Carlos Farias

Bambuê

Casinha de bambuê
Forrada de bambuá
Auê, auê, auê
Auê, auê, auá

Menina diga teu nome
que eu quero dizer o meu
Eu me chamo Seda Fina
daquele vestido teu

Menina dos olhos pretos
Sobrancelhas de veludo
Se teu pai for muito pobre
Tua beleza vale tudo

Fui no campo colher flor
Todo o campo floresceu
Colhi a flor roxinha
Que é triste como eu

Menina não diga isso
Deus pode lhe castigar
Faz arruda botar fulô
E as ondas do mar secar

Muito bem essa palavra
Que você me disse agora
Mereceu comer galinha
E "docim" de hora em hora

Bambuê

Casita de bambú
Forrada de bambú
Auê, auê, auê
Auê, auê, auá

Niña, di tu nombre
que yo quiero decir el mío
Me llamo Seda Fina
del vestido tuyo

Niña de ojos negros
Cejas de terciopelo
Si tu padre es muy pobre
tu belleza lo vale todo

Fui al campo a recoger flores
Todo el campo floreció
Recogí la flor morada
Que es triste como yo

Niña, no digas eso
Dios te puede castigar
Haz que la ruda eche flores
Y que las olas del mar se sequen

Muy bien esa palabra
que me dijiste ahora
Mereces comer pollo
y dulces cada hora

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