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Eterna Nostalgia

Craveiro e Cravinho

Eterna Saudade

Saudade, por que saudade
Veio aqui morar comigo?
Neste meu peito magoado
Fez seu ninho e seu abrigo

Viver já não tem mais jeito
Depois que ela foi embora
E a saudade no peito
Desde esse tempo que mora

Minha vida não é vida
Depois desse amor desfeito
Esta dor que me acompanha
Está curtida em meu peito

Da mágoa que estou sentindo
Sai meu verso e minha queixa
Queria viver sorrindo
Mas a saudade não deixa

Por alguém vivo chorando
Dia e noite, noite e dia
A vida nesse abandono
É negra, longa e vazia

Neste sofrimento eu vivo
Por que amei de verdade
Ela me deixou cativo
Na garra desta saudade

Eterna Nostalgia

Nostalgia, ¿por qué nostalgia
Vino a vivir conmigo?
En este corazón herido
Hizo su nido y su refugio

Ya no hay forma de vivir
Desde que ella se fue
Y la nostalgia en el pecho
Desde entonces reside

Mi vida ya no es vida
Después de este amor deshecho
Este dolor que me acompaña
Está curtido en mi pecho

De la tristeza que estoy sintiendo
Sale mi verso y mi queja
Quisiera vivir sonriendo
Pero la nostalgia no deja

Por alguien vivo llorando
Día y noche, noche y día
La vida en este abandono
Es oscura, larga y vacía

En este sufrimiento vivo
Porque amé de verdad
Ella me dejó cautivo
En las garras de esta nostalgia

Escrita por: Pedro Thomaz de Aquino / Tião Carreiro