Lírios
Vejo em meu futuro, coisas que cego, plantei;
Vejo em meu futuro, guerras que cego, comecei;
Vejo em meu futuro, crianças as quais cego, despojei;
Me vejo arranhado em espinhos, que adormecido, afiei;
Me vejo caído em problemas, que desnorteado, criei;
Me vejo cobrarem assassinos, que inerte, gerei;
Caminhos que desvairado, tomei;
Decisões que erroneamente, aceitei;
Por minha causa padecerei.
Vejo águas, em que não sozinho sujei;
E margens secas, por intolerância da humanidade...
Vejo em jardins distantes, lírios;
Lírios banhados pelo sol e abraçados pelos ventos;
E qual o campo certo pra se estar em um dia comum?
Em qual grama deitar-se após um belo dia?
Em qual colina subir para ver o Sol morrer?
Lirios
Veo en mi futuro, cosas que ciego, planté;
Veo en mi futuro, guerras que ciego, comencé;
Veo en mi futuro, niños a los que ciego, despojé;
Me veo arañado en espinas, que adormecido, afilé;
Me veo caído en problemas, que desorientado, creé;
Me veo cobrando asesinos, que inerte, generé;
Caminos que desvariado, tomé;
Decisiones que erróneamente, acepté;
Por mi causa padeceré.
Veo aguas, en las que no solo ensucié;
Y márgenes secas, por intolerancia de la humanidad...
Veo en jardines distantes, lirios;
Lirios bañados por el sol y abrazados por los vientos;
¿Y cuál es el campo correcto para estar en un día común?
¿En qué césped acostarse después de un hermoso día?
¿En qué colina subir para ver morir al Sol?
Escrita por: Leonardo Ulhoa