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Amor Imposible

Creone e Barrerito

Amor Impossível

Hoje amanheci lembrando
Da mulher que eu mais queria
Em versos vou contando
O que ela me fazia

Não escrevo por saudade
É apenas por lembrança
Da sua perversidade
Nos meus sonhos de criança

Ela foi a criatura
Que depressa me esqueceu
Causadora da tortura
Que minha alma padeceu

Por capricho recusava
Tudo que eu lhe oferecia
E a todos conversava
Que de mim nada queria

Quando eu a procurava
Quase sempre se escondia
De amor eu lhe falava
Ela nada respondia

Eu confesso que sofri
Seu amor imprevisível
Mas com isso eu aprendi
Não querer o impossível

Até hoje eu não entendo
Por que assim ela fazia
E também não compreendo
Por que tanto eu lhe queria

Mas na vida tudo passa
E este amor também passou
Já não resta nem fumaça
Do fogo que me queimou

Amor Imposible

Hoy amanecí recordando
A la mujer que más deseaba
En versos voy contando
Lo que ella me hacía

No escribo por nostalgia
Es solo por recuerdo
De su perversidad
En mis sueños de niño

Ella fue la criatura
Que rápidamente me olvidó
Causante de la tortura
Que mi alma padeció

Por capricho rechazaba
Todo lo que le ofrecía
Y a todos les decía
Que de mí no quería nada

Cuando la buscaba
Casi siempre se escondía
De amor le hablaba
Ella no respondía

Confieso que sufrí
Su amor impredecible
Pero con eso aprendí
No querer lo imposible

Hasta hoy no entiendo
Por qué lo hacía así
Y tampoco comprendo
Por qué tanto la quería

Pero en la vida todo pasa
Y este amor también pasó
Ya no queda ni rastro
Del fuego que me quemó

Escrita por: Barrerito / Creone / Marrequinho