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Cruz de Dolor

Criolo e Carlito

Cruz da Dor

Nem mesmo a taça é companheira dos boêmios
Que antigamente amenizava minha dor
Hoje não pode nem sequer de minha mente
Curar a mágoa que deixou um grande amor

Por isso eu digo abraçado no meu pinho
É companheiro dessa minha solidão
Enquanto isso relembrando aqui sozinho
É grande o pranto do meu pobre coração

Enquanto às vezes pela rua embriagado
O meu retrato se reflete em poças d’água
No meu espelho vejo a sua linda imagem
Sempre a sorrir e criticar da minha mágoa

E lá do céu vem clareando o meu caminho
A Lua amiga que é madrinha dos boêmios
E nessa vida eu carrego angustiado
A cruz da dor que ficou-me como prêmio

Cruz de Dolor

Ni siquiera la copa es compañera de los bohemios
Que antiguamente aliviaba mi dolor
Hoy no puede ni siquiera de mi mente
Curar la pena que dejó un gran amor

Por eso digo abrazado a mi guitarra
Es compañera de esta soledad
Mientras tanto, recordando aquí solo
Es grande el llanto de mi pobre corazón

A veces, por la calle ebrio
Mi reflejo se ve en charcos de agua
En mi espejo veo tu hermosa imagen
Siempre sonriendo y criticando mi dolor

Y desde el cielo ilumina mi camino
La Luna amiga que es madrina de los bohemios
Y en esta vida cargo angustiado
La cruz de dolor que quedó como premio

Escrita por: Carlito / João de Matos