395px

Cosas de Negrón

Crioulo Dos Pampas

Coisas de Negrão

A minha grana estava muito curta
Mas o meu sonho era comprar um carrão
Um Corcel 2, Passat, era muito caro
De um picareta comprei um Simca Tufão

Tranquei o trânsito na Assis Brasil
Pois pegou fogo na instalação
Quando gritou um cabeludo arriado
Num carrão bem do meu lado
Isto é carro de negrão
Quando gritou um cabeludo arriado
Num carrão bem do meu lado
Isto é carro de negrão

(Qual é que deu cara? Só porque sou preto, não posso ter um carro? Haha)

Num dia deste saí com um amigo
Nós fomos juntos numa diversão
Mas meu amigo bebeu demais
Fui levar em casa em consideração
E a mulher dele deu uma baita encrenca
E afinal, eu que passei por beberrão
Sai com esses caras e passa o dia bebendo
Ele acabou dizendo a culpa é do negrão
Sai com esses caras e passa o dia bebendo
Ele acabou dizendo a culpa é do negrão

(É sempre assim! O negrão é que leva a culpa)

No posto One eu abastecia o carro
Tinha um bombeiro que apelou pra gozação
Quando eu saia sempre mexia comigo
Tchau crioulo! Cuida o carro do patrão
Eu me invoquei e contratei um motorista
E no banco traseiro eu vinha bem atiradão
Mas mesmo assim não me escapei do bombeiro
Bateu no vidro traseiro de carona, hein, negrão
Mas mesmo assim não me escapei do bombeiro
Bateu no vidro traseiro de carona, hein, negrão

(Elas me chamam de negrinho)
(Negrão é o meu avô)
(Negro é o meu pai, haha!)

Na minha rua tinha uma loirinha
Há muito tempo era uma tentação
Eu não queria chegar no pedaço
Para evitar uma complicação
Mas me obriguei a conferir o lance
E fui com ela até o portão
Quando a mãe dela saiu que era uma louca
Me meteu a boca mas qual é a tua, negrão?
Quando a mãe dela saiu que era uma louca
Me meteu a boca mas qual é a tua, negrão?

(Ihh! Não é esse lado tia)
(Nós tava só)
(Ela é uma queridinha)
(Só até aqui no portão)

Porém agora eu vou finalizando
Último verso desta canção
A pretos e brancos vai o meu abraço
E para os meus fãs um aperto de mão
Tomei liberdade fazendo esses versos
Deste ditado que é uma gozação
Viva o Brasil onde não há racismo
De credo e catecismo somos todos irmãos
Viva o Brasil onde não há racismo
De credo e catecismo somos todos irmãos
Viva o Brasil onde não há racismo
De credo e catecismo somos todos irmãos

Cosas de Negrón

Mi dinero estaba muy escaso
Pero mi sueño era comprar un buen carro
Un Corcel 2, un Passat, era muy caro
De un estafador compré un Simca Tufão

Bloqueé el tráfico en Assis Brasil
Porque se incendió la instalación
Cuando gritó un peludo desaliñado
En un carro bien a mi lado
Esto es carro de negrón
Cuando gritó un peludo desaliñado
En un carro bien a mi lado
Esto es carro de negrón

(¿Qué te pasa, amigo? ¿Solo porque soy negro, no puedo tener un carro? Haha)

Un día de estos salí con un amigo
Fuimos juntos a divertirnos
Pero mi amigo bebió de más
Tuve que llevarlo a casa por consideración
Y su mujer armó un gran lío
Y al final, yo que pasé por borracho
Salí con esos tipos y pasé el día bebiendo
Él terminó diciendo que la culpa es del negrón
Salí con esos tipos y pasé el día bebiendo
Él terminó diciendo que la culpa es del negrón

(¡Siempre es así! El negrón es el que lleva la culpa)

En la gasolinera One estaba llenando el carro
Había un bombero que se burlaba de mí
Cuando salía siempre me molestaba
¡Adiós, negrito! Cuida el carro del patrón
Me enojé y contraté un chofer
Y en el asiento trasero venía bien relajado
Pero aun así no me escapé del bombero
Golpeó la ventana trasera de carona, ¿eh, negrón?
Pero aun así no me escapé del bombero
Golpeó la ventana trasera de carona, ¿eh, negrón?

(¡Ellas me llaman negrito!)
(¡Negrón es mi abuelo!)
(¡Negro es mi papá, haha!)

En mi calle había una rubiecita
Desde hace tiempo era una tentación
No quería llegar al lugar
Para evitar una complicación
Pero me obligué a revisar el asunto
Y fui con ella hasta la puerta
Cuando salió su madre que era una loca
Me dio un sermón, pero ¿qué te pasa, negrón?
Cuando salió su madre que era una loca
Me dio un sermón, pero ¿qué te pasa, negrón?

(¡Ihh! No es por ese lado, tía)
(Estábamos solo)
(¡Ella es una dulzura!)
(Solo hasta aquí en la puerta)

Sin embargo, ahora voy finalizando
Último verso de esta canción
A negros y blancos va mi abrazo
Y para mis fans un apretón de manos
Tomé la libertad de hacer estos versos
De este dicho que es una burla
Viva Brasil donde no hay racismo
De credo y catecismo somos todos hermanos
Viva Brasil donde no hay racismo
De credo y catecismo somos todos hermanos
Viva Brasil donde no hay racismo
De credo y catecismo somos todos hermanos

Escrita por: Joao Guerreiro