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De Todo lo Bueno que Me Hiciste

Cris Costa

De Todo o Bem Que Me Fez

Te matei mil vezes, te dei de presente
A minha mais solene indiferença
Meu silêncio de abismo
Te excomunguei dos meus altares
Te arranquei do mundo dos vivos
Desentranhei de mim
Abandonei no limbo
Reneguei

É que eu não sabia
Te juro, meu bem, eu não sabia
Juro, meu bem, eu não sabia

Das tuas proezas, da tua nobreza
Da tua coragem, antes, só covardia
Da tua ousadia, da tua sede, tua sangria
Dos teus olhos de menino

Aqueles olhos, benditos olhos
Sempre enxergaram melhor que os meus
É que eu tinha certezas demais
Pensava demais, achava demais, vivia de menos
De todo o bem que você me fez
Me deixar foi o maior
Soltou a minha mão e me perder
Era tudo o que eu mais precisava
Pra me achar de verdade

De Todo lo Bueno que Me Hiciste

Te maté mil veces, te di de regalo
Mi más solemne indiferencia
Mi silencio abismal
Te excomulgué de mis altares
Te arranqué del mundo de los vivos
Te saqué de mi interior
Te abandoné en el limbo
Te renegué

Es que no sabía
Te juro, mi amor, no sabía
Juro, mi amor, no sabía

De tus proezas, de tu nobleza
De tu valentía, antes, solo cobardía
De tu osadía, de tu sed, tu sangre
De tus ojos de niño

Esos ojos, benditos ojos
Siempre vieron mejor que los míos
Es que tenía demasiadas certezas
Pensaba demasiado, creía demasiado, vivía poco
De todo lo bueno que me hiciste
Dejarme fue lo mejor
Soltar mi mano y perderme
Era justo lo que necesitaba
Para encontrarme de verdad

Escrita por: Cris Costa