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De Vuelta al Reino Encantado

Cristiano Carvalho e Rafael

De Volta Ao Reino Encantado

Muitos anos, porém já passaram
Que deixamos o Reino Encantado
O papai e a mamãe já morreram
Eu voltei a rever o passado

Com trabalho na cidade grande
Foi que pude guardar uns trocados
Consegui comprar o mesmo sítio
Que vendi pro criador de gado

Muito pouco pude resgatar
Porque lá tava tudo mudado
No pomar onde as aves cantavam
Fez as casas dos seus empregados

No terreiro não vi mais galinhas
Era granja por todos os lados
Deu saudade do velho paiol
Vendo o grande galpão instalado

Não vi mais a porteira da estrada
E os mourões pelo tempo tombados
Parecia que eu estava vendo nosso carro passando lotado

De arroz e outros mantimentos
Que trazia lá do povoado
Francamente a saudade doeu
No mourão eu chorei debruçado

As tralhas que o papai usava
E o pilão eu encontrei jogado
Dos bois eu não sei o destino
E o carro num canto isolado

Já não era como antigamente
Só vi pasto por todos os lados
Eu tombei o capim colonião
Plantei lavoura como no passado

No lugar onde era tapera
Encontrei um enorme sobrado
Quatro coisas guardei com carinho
Que conservo com todo cuidado

São as tralhas e o velho pilão
E o carro de boi reformado
A figueira faz sombra nas tardes
Enfeitando meu Reino Encantado

De Vuelta al Reino Encantado

Muchos años han pasado
Desde que dejamos el Reino Encantado
Papá y mamá ya no están
He vuelto a revivir el pasado

Trabajando en la gran ciudad
Pude ahorrar algo de dinero
Logré comprar el mismo terreno
Que vendí al criador de ganado

Rescaté muy poco
Porque todo estaba cambiado allá
Donde solían cantar los pájaros
Ahora hay casas para los empleados

Ya no vi gallinas en el corral
Todo era granja a mi alrededor
Extrañé el viejo granero
Viendo el gran galpón construido

No vi más el portón de la entrada
Y los postes caídos por el tiempo
Parecía ver nuestro carro pasar lleno

Con arroz y otros víveres
Que traía del pueblo
Sinceramente, la nostalgia me dolió
Me incliné llorando sobre el poste

Encontré las herramientas que papá usaba
Y el mortero tirado
No sé qué pasó con los bueyes
Y el carro en un rincón apartado

Ya no era como antes
Solo veía pasto por todas partes
Corté el pasto colonión
Planté cultivos como antes

Donde solía haber ruinas
Encontré una gran mansión
Guardé con cariño cuatro cosas
Que conservo con todo cuidado

Son las herramientas y el viejo mortero
Y el carro de bueyes restaurado
La higuera da sombra por las tardes
Embelleciendo mi Reino Encantado

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