395px

Barco Triste

Cristina Branco

Navio Triste

Não sei do teu inverno,
das histórias
levadas pelos ventos
da memória.
Só sei que ainda fazes
parte do meu desejo
fugaz presença, calmo
entardecer.
Na voz tolhida e fraca
um olhar me comove.
A rua incandescente
por onde foste
sem voltar.
Vê lá ainda espero
um sinal do teu lenço
acenando à proa
de um navio triste
que na bruma se foi...

Barco Triste

No sé de tu invierno,
del relato
llevado por los vientos
de la memoria.
Solo sé que aún eres
parte de mi deseo
fugaz presencia, tranquilo
atardecer.
En la voz entrecortada y débil
una mirada me conmueve.
La calle incandescente
por donde te fuiste
sin regresar.
Mira, aún espero
una señal de tu pañuelo
agitándose en la proa
de un barco triste
que en la neblina se fue...

Escrita por: Ricardo Dias / Vitorino