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Balas de Mí

Culto ao Rim

Balas de Mim

Balas de mim não são doces, não
Pedras de mim não machucam e sim
Rompem o que atava até então

Velas de mim não desejam o bem
Queimam por cada princípio em vão
Chamam o olhar que o dia não vê
Protegem do mundo criado em volta de si

Pequenas mudas caladas
Que vivendo sem água
Alimentam-se de veneno e mágoa
Florescem pelos mesmos espinhos
Com que o medo as faz ferir

Pra rimar meus passos sempre sós
E seus abraços cerrados, não há voz
Guardo só os laços desse nó
Que no seu plural me atavam em nós dois

Pôr na mão a consciência
Por favor à conivência
Por amor ou conveniência
Rimar não é coincidência

Balas de Mí

Balas de mí no son dulces, no
Piedras de mí no lastiman sino
Rompen lo que ataba hasta entonces

Velas de mí no desean el bien
Queman por cada principio en vano
Llaman la mirada que el día no ve
Protegen del mundo creado alrededor de sí

Pequeñas mudas calladas
Que viviendo sin agua
Se alimentan de veneno y amargura
Florecen por los mismos espinos
Con los que el miedo las hace herir

Para rimar mis pasos siempre solos
Y sus abrazos cerrados, no hay voz
Guardo solo los lazos de este nudo
Que en su plural me ataban en nosotros dos

Poner en la mano la conciencia
Por favor a la connivencia
Por amor o conveniencia
Rimar no es coincidencia

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