Máscara
Hoje eu quero chorar
Vou desabafar
Vou me jogar no laço
Vou me maquiar
Vou representar
Vou encarnar o meu palhaço
E quando a luz se apagar
O foco vai ditar o meu espaço
E eu vou me ajoelhar
E implorar
Por um abraço
Hoje eu nem vou usar
Vou parar de andar
Não dou mais nem um passo
Vou me perdoar
Vou querer amar
Eu vou deixar de ser capacho
E quando a luz se apagar
Eu vou incorporar o meu carrasco
E eu vou me machucar
E me torturar
Até tirar o asco
Mas eu não posso chorar
Porque se a tinta escorrer
Você verá o que há
Por trás da máscara de barro
De baixo da sola do seu sapato caro
Da sola do seu sapatinho caro
Da sola do seu
Máscara
Hoy quiero llorar
Voy a desahogarme
Me voy a enredar en el lazo
Me voy a maquillar
Voy a representar
Voy a encarnar a mi payaso
Y cuando se apague la luz
El foco marcará mi espacio
Y me arrodillaré
Y suplicaré
Por un abrazo
Hoy ni siquiera voy a usar
Voy a detenerme
No daré ni un paso más
Me perdonaré
Querré amar
Dejaré de ser un felpudo
Y cuando se apague la luz
Incorporaré a mi verdugo
Y me lastimaré
Y me torturaré
Hasta quitar el asco
Pero no puedo llorar
Porque si la pintura se corre
Verás lo que hay
Detrás de la máscara de barro
Debajo de la suela de tu zapato caro
De la suela de tu zapatito caro
De la suela de tu
Escrita por: André Stábile