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Diáspora

D U N G A

Diáspora

Hei mano
Nem indenização repara os danos
Na travessia do oceano atlântico
Isso revolta, foi desumano
Mano
Nem indenização repara os danos
Na travessia do oceano atlântico
Isso revolta, foi desumano

Vinhemos forçados, tratados como mercadoria
Empilhado acorrentados, por vários dias
Dentro do navio muito frio, muitos não resistiam
A imigração forçada, exploração sistemática
De um regime escravocrata, que mata
Tirados do seu lugar de origem, redefinição identitárias
Sem nome batismo, e memorias apagadas
Inserção brutal, lutas por liberdade e sobrevivência
Exclusão social, mais foram resistência
As lutas diárias, e os novos elos afetivos
De familiares, os vínculos
Até hoje trás as marcas das diversas, cultura do continente africano
O sofrimento de homens e mulheres escravizados, na travessia do oceano atlântico
Tiveram que construir, novas formas de ser e agir
E vieram a nós perseguir, e sempre foi assim
Que vem de onde nós vem, e vocês que tem que nos servir

Hei mano
Nem indenização repara os danos
Na travessia do oceano atlântico
Isso revolta, foi desumano
Mano
Nem indenização repara os danos
Na travessia do oceano atlântico
Isso revolta, foi desumano

Somos resistência, tanta violência
Desde nossa existência, forte por natureza
Não abaixamos a cabeça, enfrentamos os problema
É jogo do sistema, prende e nos condenam
Não nos deram condições, vieram as contradições
Eles os vilões, com atitude e ações
Sub-humana, insana
Sem lugar pra morar, vão te oferecer
Que trabalhar plantar, colher e pra comer
Uma forma de escravizar, não de sobreviver
Não somos desse lugar, sem nada a perder
Vamos recomeçar, que um dia vão dizer
Nossa história vão contar, mais sem distorcer
Eles querem falar, não tem nada a dizer
Procura se informar, cês não sabe a ler
Negro é luta, é raça, é resistência é poder

Diáspora

Hey mano
Ni una compensación repara los daños
En la travesía del océano Atlántico
Eso revuelca, fue inhumano
Mano
Ni una compensación repara los daños
En la travesía del océano Atlántico
Eso revuelca, fue inhumano

Fuimos forzados, tratados como mercancía
Apilados y encadenados, por varios días
Dentro del barco muy frío, muchos no resistían
La inmigración forzada, explotación sistemática
De un régimen esclavista, que mata
Sacados de nuestro lugar de origen, redefinición identitaria
Sin nombre bautismo, y memorias borradas
Inserción brutal, luchas por libertad y supervivencia
Exclusión social, pero hubo resistencia
Las luchas diarias, y los nuevos lazos afectivos
De familiares, los vínculos
Hasta hoy llevan las marcas de las diversas culturas del continente africano
El sufrimiento de hombres y mujeres esclavizados, en la travesía del océano Atlántico
Tuvieron que construir, nuevas formas de ser y actuar
Y vinieron a perseguirnos, y siempre fue así
Que vienen de donde venimos, y ustedes que tienen que servirnos

Hey mano
Ni una compensación repara los daños
En la travesía del océano Atlántico
Eso revuelca, fue inhumano
Mano
Ni una compensación repara los daños
En la travesía del océano Atlántico
Eso revuelca, fue inhumano

Somos resistencia, tanta violencia
Desde nuestra existencia, fuertes por naturaleza
No bajamos la cabeza, enfrentamos los problemas
Es el juego del sistema, nos encarcelan y condenan
No nos dieron condiciones, vinieron las contradicciones
Ellos los villanos, con actitudes y acciones
Sub-humana, insana
Sin lugar para vivir, te ofrecerán
Que trabajes, siembres y coseches para comer
Una forma de esclavitud, no de sobrevivencia
No somos de este lugar, sin nada que perder
Vamos a empezar de nuevo, un día dirán
Contarán nuestra historia, pero sin distorsionarla
Ellos quieren hablar, pero no tienen nada que decir
Busca informarte, ustedes no saben leer
Negro es lucha, es raza, es resistencia, es poder

Escrita por: Robson Luiz Santos de Oliveira