Cortiços Paraísos
O corcovado muito mal acabado
Litoral nordestino achei tudo cretino
No pantanal não enxerguei cartão postal
Nevou em São Joaquim, mas que programa ruim
Teatro Amazonas obra porcalhona
Eu e você se não nada a ver
Eu com você ai tudo a ver
Em Bonito ecoturismo esquisito
Carnaval do Rio desfile sombrio
Catedral de Brasília castelo de bruxaria
Fernando de Noronha decepção e vergonha
Onça pintada prefiro embalsamado
Os paraísos são cortiços
Paraísos são cortiços
Paraísos são cortiços
Diz o capital inicial
Onde quer que eu vá e o que quer que eu faça
Sem você não tem graça
Na muralha da China lembrei da Palestina
Romântica Veneza muito enjoo e tristeza
No Taiti não consegui me divertir
Na Austrália o canguru bicho feio credo cruz
Taj Mahal que coliforme fecal
Eu e você se não nada a ver
Eu com você ai tudo a ver
A bela Paris uma cidade infeliz
Macho Picho tudo apodrecido
Safári na savana um turismo leviano
Em Galápagos muito abrutado acidentado
Aurora boreal um fenômeno banal
Os paraísos são cortiços
Paraísos são cortiços
Paraísos são cortiços
Diz o capital inicial
Onde quer que eu vá e o que quer que eu faça
Sem você não tem graça
Monte Everest falta de ar da peste
Ir pra Dubai não compensa uai
Coliseu velho rasgado pneu
No deserto do Egito quase morri foi frito
Ilhas gregas nessa viagem só deu zebra
Eu e você se não nada a ver
Eu com você ai tudo a ver
Diamantina cidadezinha cretina
Rio São Francisco volume d’água é um cisco
Na Pampulha uma igrejinha muito chula
Ouro Preto lugar feio obsoleto
Tem show em Juiz de Fora com certeza to fora
Os paraísos são cortiços
Paraísos são cortiços
Paraísos são cortiços
Diz o capital inicial
Onde quer que eu vá e o que quer que eu faça
Sem você não tem graça
Barrios Paraísos
El Corcovado muy mal acabado
En la costa nordeste encontré todo desagradable
En el Pantanal no vi ninguna postal
Nevó en São Joaquim, qué programa tan malo
Teatro Amazonas, una obra porquería
Tú y yo si no tenemos nada en común
Yo contigo, ahí sí todo encaja
En Bonito, ecoturismo extraño
El carnaval de Río, desfile sombrío
La catedral de Brasilia, castillo de brujería
Fernando de Noronha, decepción y vergüenza
Prefiero un jaguar embalsamado
Los paraísos son barrios
Los paraísos son barrios
Los paraísos son barrios
Dice el Capital Inicial
Donde sea que vaya y lo que sea que haga
Sin ti no tiene gracia
En la muralla china, recordé Palestina
La romántica Venecia, mucho mareo y tristeza
En Tahití no pude divertirme
En Australia, el canguro, qué animal feo, qué asco
El Taj Mahal, qué coliforme fecal
Tú y yo si no tenemos nada en común
Yo contigo, ahí sí todo encaja
La hermosa París, una ciudad infeliz
Macho Picho, todo podrido
Safari en la sabana, un turismo frívolo
En Galápagos, muy bruto, accidentado
La aurora boreal, un fenómeno banal
Los paraísos son barrios
Los paraísos son barrios
Los paraísos son barrios
Dice el Capital Inicial
Donde sea que vaya y lo que sea que haga
Sin ti no tiene gracia
El Monte Everest, falta de aire de la peste
Ir a Dubái no vale la pena, ¿verdad?
El Coliseo, viejo, con neumáticos desgarrados
En el desierto de Egipto, casi muero, fue frito
En las islas griegas, este viaje solo fue un desastre
Tú y yo si no tenemos nada en común
Yo contigo, ahí sí todo encaja
Diamantina, un pueblito desagradable
El río São Francisco, su volumen de agua es un grano de arena
En Pampulha, una iglesia muy vulgar
Ouro Preto, lugar feo y obsoleto
Hay un concierto en Juiz de Fora, definitivamente paso
Los paraísos son barrios
Los paraísos son barrios
Los paraísos son barrios
Dice el Capital Inicial
Donde sea que vaya y lo que sea que haga
Sin ti no tiene gracia