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Hoy No

Dahora Nayara

Hoje Não

E ele olhou pro céu
E, prestou bem atenção
Viu que cada parte de uma estrela
Tem mais de mil oração
Pede ao pai que o ajude
Olha pra mãe com paixão
Pai louco, drogado, vidrado
Na mente só fala que hoje não

Não é falando de tristeza
Mas motivo nenhum tenho pra sorrir
Quando sentaram na mesa
Virei as cadeiras
Fiz eles me ouvir
Disposição
Tô em mesas e becos
No toque do corre
O progresso vai vir
Querem derrubar as minhas certezas
Hoje sou eu que falo que
Cês não vai conseguir, não vai conseguir

Podem tentar derrubar o castelo
Progresso de preta é lento, sim
Mas quem disse que eu não espero?
Cês não vai conseguir, não vai conseguir
Podem tentar derrubar o castelo
Progresso de preta é lento, sim
Mas quem disse que eu não espero?
Olham na minha cara
Confesso, me sinto despida
De copo bem cheio

Tô de saco cheio dessas tal despedida
De ver minha quebrada pelos bueiros
Sentido o cheiro da morte
Poderia ser uma música de amor
Quem disse que hoje tu tem essa sorte?
(Não tem essa sorte, não tem essa sorte
Não tem essa sorte, não tem essa sorte
Não tem essa sorte, não tem essa sorte
Nunca terá, nunca terá)

O mundo tá trincando
E minha taça, espumando
Enquanto eles espumam pela boca
Porque a quebrada tá se ligando
Enquanto as praças podiam estar ocupadas com a molecada que embraza
Vendo que do lado de lá
(É até difícil contar)

Que a cada esquina tem um canto
De flores roubadas do campo
É tanta bala perdida que
Sempre encontra a mesma saída
Não tamo aceitando essa fita
Essa história tá muito batida
Vai me dizer que você acredita que a PM protege vidas?
E eu brindo com meus iguais (tin, tin)
Aos registros originais (blin, blin)
Porque tudo que a gente faz
É assim

Pra manter vivos os ancestrais
Pra nós, é nós, na voz
Quem conta os fatos com os relatos do passado
Que quase foram apagados
Mas tudo que é sagrado
Renasce mais reforçado
Já vai aprendendo a lidar
Com o quarto na sala de estar
Hoje não vamo recuar
Só vamos mergulhar
Em sabedoria ancestral, pra avançar

Somente quatro presidentes que a gente elegeu
Chegaram realmente a terminar o seu mandato
No final de baixo o mano que sempre que desceu
E o que tá em cima ainda se sente pra baixo
Eu parei pra ouvir
Por isso, muito aprendi
Mas vocês falaram muito, mano
E nem se escutaram

Eu parei pra refletir, e o que eu vi aqui
É que eu me provei mais forte quando cês me derrubaram
Em pleno isolamento, aproveito o meu momento
Voltando a considerar sempre a mesma reflexão
Que eu não me isento
Certas coisas eu lamento
Eu sou parte do problema, ou parte da solução?

Acabando com os recursos naturais da nossa terra
E tem gente no Brasil que nem enxerga essa guerra
Posição estratégica e nessa nova era
O que eu tenho de expôr, eu vou ter que usar
Paga o preço, pois nada mereço
E esse privilégio me faz questionar
O que eu tenho, o que eu sei, e o que eu levo comigo
Vai ser sempre pra compartilhar
Uns só acumulam

Cês não me aturam porque eu sei os nomes e vim explanar
Famílias marcadas
Dinheiro marcado, lá desde o passado
Cês chamam de herdar
Eu conheço vocês
Eu já quis ser vocês
Mas hoje eu nem quero, só quero cobrar
Foda-se esse jogo
Vocês de dão nojo
Cês tem o poder e cês não quer mudar
Aceite esses fatos, são meros relatos
Daqui onde estou sei que posso ajudar
(Cês tão entendendo, nem me compreendo
Mas cês tão fazendo divisão celular)

País da fome
Ninguém vê nada
Aproveita a pandemia pra passar a boiada
Meio dia, em plena luz do dia
Milhões de toneladas de árvores cortadas
Cê entra na mata, áreas devastadas
Cê olha pro lado, a tal das queimadas
Aê ministro do meio ambiente, eu vim fazer você engolir suas palavras
Do lado de cá tá morrendo mais gente do que deveria
E a burguesia preocupada com as regalias

O nosso grito de cansaço soa rebeldia
Mas entre becos e vielas, barrigas a míngua
A vida do trabalhador não vale a economia
Cês querem massa de manobra, barata e ativa
Em alguns cantos da perifa não tem água ainda
Cê só se importa com o outro se for da sua família

Elite que fede a escravocrata
Polícia que mata enquanto alguém grava
Já pensou se alguém fizesse alguma coisa?
Quantas vidas não seriam resgatadas?
300 famílias, já contará
Os quilombolas em suas terras, querem expulsar
Duzentos anos de história em suas terras, lá
(Respeita, respeita)

Hoje não aceitaremos sua implantação desse poder escroto
Falta EPI no hospital e vocês aí, roubam de um jeito ou de outro
Quem com ferro é ferido, com ferro fere
Se tem uma coisa que eu não tenho é inveja da sua pele
Quem com ferro é ferido, com ferro fere
Se tem uma coisa que eu não tenho é inveja da sua pele
(E nunca vou ter!)

Hoy No

Y él miró al cielo
Y prestó mucha atención
Vio que cada parte de una estrella
Tiene más de mil oraciones
Pide al padre que lo ayude
Mira a la madre con pasión
Padre loco, drogado, obsesionado
En su mente solo dice que hoy no

No hablo de tristeza
Pero no tengo motivo alguno para sonreír
Cuando se sentaron a la mesa
Volteé las sillas
Hice que me escucharan
Determinación
Estoy en mesas y callejones
En el toque del corre
El progreso va a llegar
Quieren derribar mis certezas
Hoy soy yo quien dice que
Ustedes no van a lograrlo, no van a lograrlo

Pueden intentar derribar el castillo
El progreso de la negra es lento, sí
Pero ¿quién dijo que no espero?
Ustedes no van a lograrlo, no van a lograrlo
Pueden intentar derribar el castillo
El progreso de la negra es lento, sí
Pero ¿quién dijo que no espero?
Miran en mi cara
Confieso, me siento desnuda
Con el vaso bien lleno

Estoy harta de estas supuestas despedidas
De ver mi barrio por los desagües
Sintiendo el olor de la muerte
Podría ser una canción de amor
¿Quién dijo que hoy tienes esa suerte?
(No tienes esa suerte, no tienes esa suerte
No tienes esa suerte, no tienes esa suerte
No tienes esa suerte, no tienes esa suerte
Nunca tendrás, nunca tendrás)

El mundo se está resquebrajando
Y mi copa, espumando
Mientras ellos espuman por la boca
Porque el barrio se está dando cuenta
Mientras las plazas podrían estar ocupadas por los chicos que arden
Viendo que al otro lado
(Es difícil de contar)

Que en cada esquina hay un rincón
De flores robadas del campo
Hay tantas balas perdidas que
Siempre encuentran la misma salida
No estamos aceptando esta situación
Esta historia está muy trillada
¿Me vas a decir que crees que la policía protege vidas?
Y brindo con mis iguales (chin, chin)
A los registros originales (bling, bling)
Porque todo lo que hacemos
Es así

Para mantener vivos a los ancestros
Para nosotros, es nosotros, en la voz
Quien cuenta los hechos con los relatos del pasado
Que casi fueron borrados
Pero todo lo sagrado
Renace más reforzado
Ya está aprendiendo a lidiar
Con el cuarto en la sala de estar
Hoy no vamos a retroceder
Solo vamos a sumergirnos
En sabiduría ancestral, para avanzar

Solo cuatro presidentes que elegimos
Realmente terminaron su mandato
Al final, abajo el hermano que siempre bajó
Y el que está arriba aún se siente abajo
Paré a escuchar
Por eso, aprendí mucho
Pero ustedes hablaron mucho, hermano
Y ni siquiera se escucharon

Paré a reflexionar, y lo que vi aquí
Es que me volví más fuerte cuando ustedes me derribaron
En pleno aislamiento, aprovecho mi momento
Vuelvo a considerar siempre la misma reflexión
Que no me eximo
Algunas cosas lamento
¿Soy parte del problema o parte de la solución?

Acabando con los recursos naturales de nuestra tierra
Y hay gente en Brasil que ni ve esta guerra
Posición estratégica y en esta nueva era
Lo que tengo que exponer, tendré que usarlo
Pagar el precio, pues nada merezco
Y este privilegio me hace cuestionar
Lo que tengo, lo que sé y lo que llevo conmigo
Siempre será para compartir
Unos solo acumulan

Ustedes no me soportan porque sé los nombres y vine a explicar
Familias marcadas
Dinero marcado, desde el pasado
Ustedes llaman heredar
Los conozco
Quise ser como ustedes
Pero hoy ni siquiera quiero, solo quiero cobrar
Al diablo con este juego
Ustedes me dan asco
Tienen el poder y no quieren cambiar
Acepten estos hechos, son simples relatos
Desde donde estoy sé que puedo ayudar
(¿Están entendiendo, ni yo me comprendo
Pero ustedes están haciendo división celular)

País del hambre
Nadie ve nada
Aprovechan la pandemia para pasar la boiada
Mediodía, en plena luz del día
Millones de toneladas de árboles cortados
Entras en el bosque, áreas devastadas
Miras a un lado, los incendios
Hey ministro del medio ambiente, vine a hacerte tragar tus palabras
Aquí está muriendo más gente de la que debería
Y la burguesía preocupada por los privilegios

Nuestro grito de cansancio suena a rebeldía
Pero entre callejones y callejuelas, barrigas vacías
La vida del trabajador no vale la economía
Quieren masa de maniobra, barata y activa
En algunas partes de la periferia aún no hay agua
Solo te importa el otro si es de tu familia

Élite que apesta a esclavitud
Policía que mata mientras alguien graba
¿Te imaginas si alguien hiciera algo?
¿Cuántas vidas no serían rescatadas?
300 familias, ya contarás
Los quilombolas en sus tierras, quieren expulsar
Doscientos años de historia en sus tierras, allá
(Respeta, respeta)

Hoy no aceptaremos tu implantación de ese poder corrupto
Falta EPI en el hospital y ustedes ahí, roban de una forma u otra
Quien a hierro mata, a hierro muere
Si hay algo que no tengo es envidia de tu piel
Quien a hierro mata, a hierro muere
Si hay algo que no tengo es envidia de tu piel
(¡Y nunca tendré!)

Escrita por: Laura Mc / Lili Black / Dahora Nayara / Thais Lim