Metáforas de um Louco
Vejo todo dia, o passar do tempo
Que vai passando muito devagar
Sirenes cantando, doentes gemendo
Em uma sinfonia de terror
O melhor dos atores não saberia mentir
Muito menos fingir, tanta dor
Formigas humanas e desmascaradas
Abaixo da linha do Equador
E por falar na linda linha do Equador
Há quem crer que ela exista, em forma retilínea
Pra pendurar suas armas, medievais
E a pobre inocência de fera voraz
Um e um são dois, dois e dois são quatro
Que somados compõem as cordas de um violão
Que me provem o contrário, eu não vou discutir
Vou somente ouvir o violão
É um castelo sem rei e sem rainha
É feijão sem arroz e sem galinha
É um palhaço sem circo, sem picadeiro
É o terceiro da órbita, plano e oposto, viva Galileu!
Um cachorro latindo na vertical
Papagaios sorrindo e discutindo
Se a roda é quadrada ou triangular
Chega de pão e circo, vão estudar e cantar
Metáforas de un Loco
Vejo cada día, el pasar del tiempo
Que va pasando muy despacio
Sirenas cantando, enfermos gimiendo
En una sinfonía de terror
El mejor de los actores no sabría mentir
Mucho menos fingir, tanto dolor
Hormigas humanas y desenmascaradas
Debajo de la línea del Ecuador
Y hablando de la hermosa línea del Ecuador
Hay quienes creen que existe, en forma rectilínea
Para colgar sus armas, medievales
Y la pobre inocencia de fiera voraz
Uno y uno son dos, dos y dos son cuatro
Que sumados componen las cuerdas de una guitarra
Que me prueben lo contrario, no voy a discutir
Voy solamente a escuchar la guitarra
Es un castillo sin rey y sin reina
Es frijoles sin arroz y sin pollo
Es un payaso sin circo, sin pista
Es el tercero de la órbita, plano y opuesto, ¡viva Galileo!
Un perro ladrando en vertical
Loros sonriendo y discutiendo
Si la rueda es cuadrada o triangular
Basta de pan y circo, vayan a estudiar y cantar
Escrita por: Daniel Dantas