Cobra do Contrário
Cobra do contrário
Me agarro em ti
Laço teu pescoço
Desço o rio
Cobra adversária
Devora-me
Faço do teu colo
Meu navio
Vive em minha dúvida
Tua dura crítica
Cobra da discórdia
Cópia fiel
Provo do teu fruto
Sem cuspir
Cobra dissonante
Vibra sem mim
Corda de guitarra no cio
Ri da minha música
Tua anti-música
Quebra a perna
Merda na estreia
Inteira interestelar
Traiçoeira
Flor que não se cheira
Agora
Cobra absoluta
Dona de si
Monto em tuas curvas
Subo em tuas asas
Deusa transatlântica
Musa amazônica
Vem me erra
Luz que não sossega
Enquanto não me cegar
Sorrateira
Sem eira nem beira
Chega sem avisar
Posso esperar
Posso esperar
Pode esperar
Pode esperar
Pode esperar
Cabra cega
Que ninguém governa
Ou dobra
Cobra mortuária
Quando teu fim
Oro em teu velório
Junto teus pedaços
Lanço pelo espaço
Sigo em tua órbita
Cobra del Revés
Cobra del revés
Me aferré a ti
Até tu cuello
Bajo el río
Cobra adversaria
Me devora
Hago de tu regazo
Mi barco
Vive en mi duda
Tu dura crítica
Cobra de la discordia
Copia fiel
Pruebo de tu fruto
Sin escupir
Cobra disonante
Vibra sin mí
Cuerda de guitarra en celo
Ríe de mi música
Tu anti-música
Rompe la pierna
Mierda en el debut
Entera interestelar
Traicionera
Flor que no se huele
Ahora
Cobra absoluta
Dueña de sí
Cabalgo en tus curvas
Subo en tus alas
Diosa transatlántica
Musa amazónica
Ven a equivocarme
Luz que no descansa
Hasta cegarme
Sigilosa
Sin rumbo fijo
Llega sin avisar
Puedo esperar
Puedo esperar
Puede esperar
Puede esperar
Puede esperar
Cabra ciega
Que nadie gobierna
O doblega
Cobra mortuoria
Cuando llega tu fin
Rezo en tu velorio
Junto tus pedazos
Lanzo al espacio
Sigo en tu órbita
Escrita por: Daniel Medina