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Una Jangada

Daniel Sansil e Os Maluco do Brasil

A Jangada

As ondas arrastam as pedras de grão em grão
Isso pra mim é sertão
É sal, é sol, solidão

Eu farei uma jangada em que o vento
Será substituído por poeira e sonhos
Feita com madeira à prova de deserto
Castigada da dureza desses solos

Uma jangada, meus senhores, eu repito
Rasgando as pedras como se elas águas fossem
Subindo serra e sendo contra a correnteza
Perfurada na dureza desses galhos
Mas perfumada na beleza dessas flores

E quando a Terra se cansar dessa sujeira
Irá chorar suas lágrimas de eternidade
E o sertão vai virar mar – ai que tristeza!
Só minha jangada vai varar os horizontes

Una Jangada

Las olas arrastran las piedras grano a grano
Eso para mí es el sertón
Es sal, es sol, soledad

Haré una jangada en la que el viento
Será reemplazado por polvo y sueños
Hecha con madera a prueba de desierto
Castigada por la dureza de estos suelos

Una jangada, señores, lo repito
Rasgando las piedras como si fueran aguas
Subiendo la sierra y yendo contra la corriente
Perforada por la dureza de estas ramas
Pero perfumada por la belleza de estas flores

Y cuando la Tierra se canse de esta suciedad
Llorará sus lágrimas de eternidad
Y el sertón se convertirá en mar - ¡qué tristeza!
Solo mi jangada atravesará los horizontes

Escrita por: Daniel Sansil