395px

Nellore Valente (parte de Rick Sollo)

Daniel

Nelore Valente (part. Rick Sollo)

Na fazenda que eu nasci
Vovô era retireiro
Em criança eu aprendi
Prender o gado leiteiro

Um dia de manhãzinha
Vejam só que desespero
Tinha um bezerro doente
E a ordem do fazendeiro

Mate logo esse animal
E desinfete o mangueiro
Se essa doença espalhar
Poderá contaminar
O meu rebanho inteiro

Eu notei que o meu avô
Ficou bastante abatido
Por ter que sacrificar
O animal recém-nascido

Nas lágrimas dos seus olhos
Eu entendi seu pedido
Pus o bichinho nos braços
Levei pra casa escondido

Com ervas e benzimentos
Seu caso foi resolvido
Com carinho eu lhe tratava
E o leite que o patrão dava
Com ele era dividido

Quando o fazendeiro soube
Chamou o meu avozinho
Disse você foi teimoso
Não matando o bezerrinho

Vai deixar minha fazenda
Amanhã logo cedinho
Aquilo feriu vovô
Como uma chaga de espinho

Mas há sempre alguém no mundo
Que nos dá algum carinho
E sem grande sacrifício
Vovô arrumou serviço
Ali no sítio vizinho

Em pouco tempo o bezerro
Já era um boi erado
Bonito, forte, troncudo
Mansinho e muito ensinado

Automóvel do atoleiro
Ele tirava aos punhados
Por isso na redondeza
Ficou bastante afamado

Até que um dia, à noitinha
Um homem desesperado
Gritou pedindo socorro
Seu carro caiu no morro
Seu filho estava prensado

O carro da ribanceira
O boi conseguiu tirar
O menino estava vivo
Seu pai disse a soluçar

Qualquer que seja a quantia
Esse boi eu vou comprar
Eu disse ele não tem preço
A razão vou lhe explicar

A bondade do vovô
Veio seu filho salvar
Esse nelore valente
É o bezerrinho doente
Que o senhor mandou matar

Nellore Valente (parte de Rick Sollo)

En la finca donde nací
El abuelo era jubilado
De niño aprendí
Encerrar al ganado lechero

un dia de la mañana
mira que desesperado
Había un ternero enfermo
Y la orden del granjero

Mata a este animal ahora
Y desinfectar la manguera
Si esta enfermedad se propaga
Puede contaminar
toda mi manada

Noté que mi abuelo
Estaba bastante abatido
Por tener que sacrificar
El animal recién nacido

En las lágrimas de tus ojos
entendí tu petición
Pongo el animalito en mis brazos
Me lo llevé a casa escondido

Con hierbas y bendiciones
Su caso ha sido resuelto
te traté con cariño
Y la leche que le dio el jefe
Con él se dividió

Cuando el granjero se enteró
Llamó a mi abuelo
Dijo que eras terco
No matar al ternero

Dejaré mi granja
temprano mañana por la mañana
eso lastimó al abuelo
Como una herida de espina

Pero siempre hay alguien en el mundo
Eso nos da algo de cariño
Y sin mucho sacrificio
El abuelo consiguió un trabajo
Allá en el lugar vecino

En poco tiempo el ternero
ya era un mal buey
Guapo, fuerte, fornido
Gentil y muy enseñado

El automóvil en el atolladero
Lo tomó por el puñado
Por eso cerca
Se hizo bastante famoso

Hasta que un día, por la noche
un hombre desesperado
Gritó pidiendo ayuda
Tu auto cayó colina abajo
Tu hijo quedó atrapado

El coche de la orilla del río
El buey logró tomar
el chico estaba vivo
Tu padre dijo sollozando

Cualquiera que sea la cantidad
voy a comprar este toro
dije que no tiene precio
te explicaré el motivo

la amabilidad del abuelo
Tu hijo vino a salvar
Esta valiente Nelore
es el ternero enfermo
que ordenaste matar

Escrita por: Antônio Carlos / Sulino