Cantiga Antiga
Não venha me dizer que se cansou
Da vida e das canções que eu te dou
Tudo porque você cresceu
Enquanto eu cantava assim
Não venha cá tutu marambá
Não venha cá
E a cantiga que embalava o seu coração
Agora parece dizer
Palavras antigas sem graça pra nós
Encantos, espantos, palhaços sem voz
Mil sonhos perdidos num mundo real
De que valeriam no seu carnaval?
E se a vida então te convidar
A mais uma ilusão abandonar
E aquela rua tão sem cor
Hoje ilumina a minha dor
E eu nem sabia ladrilhar
Eu nem sabia
Serão estrelas decadentes a pousar no chão
Não são vaga-lumes neon
Nem chuva de prata
Nem poças de mel
São cacos de vidro que caem do céu
Mil dias seguintes
Passando por mês
E o tempo acordando e brincando com você
Cantiga Antigua
No vengas a decirme que te has cansado
De la vida y las canciones que te doy
Todo porque creciste
Mientras yo cantaba así
No vengas aquí con tonterías
No vengas aquí
Y la canción que acunaba tu corazón
Ahora parece decir
Palabras antiguas sin gracia para nosotros
Encantos, espantos, payasos sin voz
Mil sueños perdidos en un mundo real
¿De qué valdrían en tu carnaval?
Y si la vida entonces te invita
A abandonar otra ilusión
Y esa calle tan sin color
Hoy ilumina mi dolor
Y yo ni sabía empedrar
Yo ni sabía
¿Serán estrellas decadentes posándose en el suelo?
No son luciérnagas de neón
Ni lluvia de plata
Ni charcos de miel
Son pedazos de vidrio que caen del cielo
Mil días siguientes
Pasando por mes
Y el tiempo despertando y jugando contigo
Escrita por: Dimitri Bentok