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Mi Viejo

Dany & Diego

Meu Pai

Cansado da luta e dos trancos da vida
Saudade doída bateu pra valer
Lembrei do meu pai lá no sítio nosso
Meu velho eu não posso ficar sem te ver
Cheguei bem cedinho na cerca de arame
Eu vi um exame de abelha subir
No velho mourão do chão estradeiro
Exalava o cheiro do mel jataí
Batendo o orvalho da alta pastagem
Eu criei coragem pro rancho eu desci
Gritei no terreiro ninguém na palhoça
No eito da roça meu velho eu vi

Seguindo o acero fui subindo o trilho
Na roça de milho entrei devagar
O Sol nessa hora mostrava seu brilho
Meu pai é teu filho eu vim te abraçar
O velho tirou da cabeça o chapéu
E olhando pro céu pegou a chorar
Dizendo meu filho que roupa limpinha
Não rele na minha pra não se sujar

Do peito do velho o suor corria
Até parecia mina da biquinha
Meu filho a água tá no arvoredo
Eu trouxe hoje cedo a porunga cheinha
Até meu almoço já está preparado
Está pendurado no galho da arvinha
Eu fiz hoje cedo de madrugadão
Arroz e feijão jabá com farinha

Por suas palavras eu já decifrei
E nem perguntei mamãe onde está
Na roupa do velho guaxuma miúda
E as mãos cascudas que nem jatobá
E ele me disse ali nessa hora
Você vai embora onde vai pousar?
Papai já vou indo não se aborreça
Antes que anoiteça eu preciso voltar
Eu beijei o rosto do meu pai amado
Entrei no roçado sultão foi atrás
Eu também saí chorando escondido
Meu velho querido eu te amo demais

Mi Viejo

Cansado de la lucha y los golpes de la vida
La añoranza dolorosa golpeó con fuerza
Recordé a mi viejo en nuestro rancho
Viejo mío, no puedo estar sin verte
Llegué temprano a la cerca de alambre
Vi a una abeja subir
En el viejo poste del camino polvoriento
Exhalaba el olor de la miel de jataí
Con el rocío de la alta hierba
Tomé coraje y bajé al rancho
Grité en el patio, nadie en la choza
En el campo de la finca, vi a mi viejo

Siguiendo el sendero, subí la colina
Entré lentamente en el campo de maíz
El sol en ese momento mostraba su brillo
Papá, soy tu hijo, vine a abrazarte
El viejo se quitó el sombrero
Y mirando al cielo, se puso a llorar
Diciendo, hijo mío, qué ropa tan limpia
No te apoyes en mí para no ensuciarte

Del pecho del viejo corría el sudor
Parecía una mina de agua
Hijo mío, el agua está en el arroyo
Traje temprano la porunga llena
Incluso mi almuerzo ya está preparado
Colgado en la rama del árbol
Hice temprano en la madrugada
Arroz y frijoles con carne seca y harina

Por sus palabras ya entendí
Y ni siquiera pregunté dónde está mamá
En la ropa del viejo, guaxuma menuda
Y las manos ásperas como jatobá
Y en ese momento me dijo
¿A dónde te irás a posar?
Papá, me estoy yendo, no te preocupes
Antes de que anochezca, debo regresar
Besé el rostro de mi amado padre
Entré al campo, el perro fue detrás
También salí llorando en secreto
Mi querido viejo, te amo mucho

Escrita por: José Caetano Erba / Tião Do Carro