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Escuela para Marginales

DAOS

Escola Pra Marginal

Começa a perseguição, vários tiros na cidade
O terror tomando conta da sociedade
Uma fatalidade, uma bala perdida
Com tiros pelo corpo se feriu uma menina
Sua mãe desesperada, sem saber o que fazer
Sua filha cheia de sangue, na sua frente a morrer
Enquanto isso, continua a perseguição
Colocando em perigo toda a população
E a perseguição vai deixando no seu rastro
Uma menina atropelada e um menino baleado
As pessoas apavoradas e aterrorizadas
Correndo e se ferindo, sem ter culpa de nada
E como sempre, com certeza, a bomba vai estourar
Numa favela da cidade onde os bandidos foram parar
Mas para o favelado isso se tornou normal
Porque nosso país é escola pra marginal

Escola pra marginal, escola pra marginal
Em todo canto da cidade a violência é geral

Escola pra marginal, escola pra marginal
Criminal, criminal

E essa situação está em todo lugar
É impossível se esconder, e nem tão pouco se esquivar
Pois quando abre-se o jornal, é exposto em primeira página
Um homem decapitado e uma mulher foi estuprada
Então eu ligo a TV, para tentar esquecer
E vejo tudo aquilo que não gostaria de ver
Guerras e catástrofes pelo mundo inteiro
Por um momento, então, eu me orgulhei de ser um brasileiro
Só que o meu patriotismo durou muito pouco tempo
No meu Rio de Janeiro, crianças estão morrendo
De frio, de fome, sem carinho, sem afeto e sem nada
Eu mostro às autoridades a realidade
Porque muito só se vê isso na televisão
Só que numa favela isso se torna real
Ouvir tiros, correr de tiros, e levar tiros talvez
Na favela é assim, não existem leis
A lei do silêncio, a lei do cão, a lei da bala
Pey, pey, pey, pey!!

Escola pra marginal, escola pra marginal
Em todo canto da cidade a violência é geral

Escola pra marginal, escola pra marginal
Criminal, criminal

E a polícia entra atrás dos marginais
Chamam os reforços e aparecem mais e mais policiais
Se for pensar no que era uma favela
Em poucos minutos se transforma num campo de guerra
Balas para todos os lados, famílias aterrorizadas
Não estão seguros dentro de suas próprias casas
Pois quando ela entra, a porrada vai baixar
Invade sua casa e ameaça te matar
Por isso hoje quando vemos um policial
Ao invés de ter respeito, ter medo é normal
Então me diga o que é mais fácil
Entre um playboy e um favelado
O favelado é marginalizado, e o playboy acaba virando
Um advogado do próprio diabo
Do próprio diabo

Escola pra marginal, escola pra marginal
Em todo canto da cidade a violência é geral

Escola pra marginal, escola pra marginal
Criminal, criminal

E no final da perseguição, veja o que aconteceu
Depois de tanto trabalho, o policial prendeu um suspeito
Só pegaram o cara porque ele era negro (só porque ele era negro)
Porque ele era negro (só porque ele era negro)
Porque ele era negro (só porque ele era negro)
Porque ele era negro (só porque ele era negro)
Negro!!

Escola pra marginal, escola pra marginal!!

Escuela para Marginales

Comienza la persecución, varios disparos en la ciudad
El terror se apodera de la sociedad
Una fatalidad, una bala perdida
Una niña herida por los disparos en su cuerpo
Su madre desesperada, sin saber qué hacer
Su hija llena de sangre, muriendo frente a ella
Mientras tanto, la persecución continúa
Poniendo en peligro a toda la población
Y la persecución deja a su paso
Una niña atropellada y un niño baleado
La gente aterrorizada y aterrorizada
Corriendo y lastimándose, sin tener culpa de nada
Y como siempre, seguramente, la bomba explotará
En una favela de la ciudad donde los bandidos terminaron
Pero para el favelado esto se ha vuelto normal
Porque nuestro país es una escuela para marginales

Escuela para marginales, escuela para marginales
En cada rincón de la ciudad la violencia es general

Escuela para marginales, escuela para marginales
Criminal, criminal

Y esta situación está en todas partes
Es imposible esconderse, ni mucho menos esquivar
Porque cuando abres el periódico, se expone en primera página
Un hombre decapitado y una mujer fue violada
Entonces enciendo la TV, para intentar olvidar
Y veo todo lo que no quisiera ver
Guerras y catástrofes en todo el mundo
Por un momento, me sentí orgulloso de ser brasileño
Pero mi patriotismo duró muy poco tiempo
En mi Río de Janeiro, los niños están muriendo
De frío, de hambre, sin cariño, sin afecto y sin nada
Muestro a las autoridades la realidad
Porque esto se ve mucho en la televisión
Pero en una favela se vuelve real
Escuchar disparos, correr de disparos, y tal vez recibir disparos
En la favela es así, no hay leyes
La ley del silencio, la ley del perro, la ley de la bala
Pum, pum, pum, pum!!

Escuela para marginales, escuela para marginales
En cada rincón de la ciudad la violencia es general

Escuela para marginales, escuela para marginales
Criminal, criminal

Y la policía entra tras los marginales
Llaman refuerzos y aparecen más y más policías
Si piensas en lo que era una favela
En pocos minutos se convierte en un campo de guerra
Balas por todos lados, familias aterrorizadas
No están seguras dentro de sus propias casas
Porque cuando entra, la paliza caerá
Invade tu casa y amenaza con matarte
Por eso hoy cuando vemos a un policía
En lugar de respeto, tener miedo es normal
Entonces dime qué es más fácil
Entre un niño rico y un favelado
El favelado es marginado, y el niño rico termina convirtiéndose
En un abogado del propio diablo
Del propio diablo

Escuela para marginales, escuela para marginales
En cada rincón de la ciudad la violencia es general

Escuela para marginales, escuela para marginales
Criminal, criminal

Y al final de la persecución, mira lo que sucedió
Después de tanto trabajo, el policía arrestó a un sospechoso
Solo atraparon al tipo porque era negro (solo porque era negro)
Porque era negro (solo porque era negro)
Porque era negro (solo porque era negro)
Porque era negro (solo porque era negro)
¡Negro!

Escuela para marginales, escuela para marginales!!

Escrita por: Eduardo Bocca