Autodidata
Por tantas vezes eu já quis mudar,
Só que não era exatamente por mim.
E, só achei quem me quisesse mostrar,
Que eu não chegava a me tornar tão diferente assim.
Todos os sonhos que eu deixei de sonhar,
E, tantas noites que eu passei sem dormir,
E, os caminhos que eu não quis caminhar,
Toda felicidade que eu deixei de sorrir.
Se eu já dormi na praça, e. já chorei de graça,
O mesmo pão que o mundo inteiro amassou.
Também cantei por dinheiro em casa de bacana,
A minha grana, quase nunca sobrou.
Mas era tudo lindo, as ilusões sorrindo,
O tempo que eu perdi foi justamente o que faltou,
O que faltou.
Nem quinze anos me largar para o rio,
Meus planos na br 116,
Pela primeira vez, eu soube o que era frio,
Definitivamente, eu não sabia o que era solidão.
O coração às vezes fica vazio,
Assim como se fosse um violão,
Mas só precisa alguém tocar de leve,
Pra que uma nota breve vire uma canção.
Eu já perdi carona, e, já beijei a lona,
E, mesmo a queda, não me fez desistir.
Eu já contei moeda pra voltar pra casa,
Se é que deus não me deu asas, ainda vou descobrir,
Vou descobrir.
Parece que eu virei compositor,
Um burocrata de refrães musicais,
Autodidata das questões do amor,
Um poeta fingidor, cantando a dor dos mortais.
A minha vida é mesmo um bem comum,
Tanto que qualquer um podia escrever.
O meu pretérito mais que perfeito,
Conta a história de um sujeito
Que não tem do que se arrepender.
Eu não nasci sabendo, eu aprendi vivendo,
E, até hoje, inda não sei o que isso quer dizer.
E não tem feriado, eu já ralei um bocado,
Se lhe soa complicado é porque não é você.
Mas sei que a vida é boa, eu não nasci à toa,
O tempo ri, enquanto voa, e, o meu alento,
É agradecer, agradecer.
Autodidacta
Por tantas veces quise cambiar,
Solo que no era exactamente por mí.
Y solo encontré a quien quisiera mostrarme,
Que no llegaba a ser tan diferente así.
Todos los sueños que dejé de soñar,
Y tantas noches que pasé sin dormir,
Y los caminos que no quise recorrer,
Toda la felicidad que dejé de sonreír.
Si ya dormí en la plaza, y ya lloré sin razón,
El mismo pan que el mundo entero amasó.
También canté por dinero en casa de gente adinerada,
Mi dinero, casi nunca sobró.
Pero todo era hermoso, las ilusiones sonriendo,
El tiempo que perdí fue justo el que faltó,
Lo que faltó.
Ni quince años me lancé al río,
Mis planes en la br 116,
Por primera vez, supe lo que era frío,
Definitivamente, no sabía lo que era soledad.
El corazón a veces queda vacío,
Como si fuera un violín,
Pero solo necesita alguien tocar suavemente,
Para que una nota breve se convierta en una canción.
Ya perdí el viaje, y ya besé el suelo,
Y, incluso la caída, no me hizo rendir.
Ya conté monedas para volver a casa,
Si es que Dios no me dio alas, aún lo descubriré,
Lo descubriré.
Parece que me convertí en compositor,
Un burócrata de estribillos musicales,
Autodidacta de las cuestiones del amor,
Un poeta fingidor, cantando el dolor de los mortales.
Mi vida es realmente un bien común,
Tanto que cualquiera podría escribir.
Mi pretérito más que perfecto,
Cuenta la historia de un sujeto
Que no tiene de qué arrepentirse.
No nací sabiendo, aprendí viviendo,
Y, hasta hoy, aún no sé qué significa eso.
Y no hay feriado, ya me esforcé bastante,
Si te suena complicado es porque no eres tú.
Pero sé que la vida es buena, no nací en vano,
El tiempo ríe, mientras vuela, y mi aliento,
Es agradecer, agradecer.