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Nostalgia del Sertão

D.azuos

Saudade do Sertão

Sinto saudade do sertão, da juriti o canto triste
Da cabocla o seu olhar, de tudo que lá existe.
Estrelas brilhantes no céu espalhadas
Tristonhas se encobrem na madrugada
Sertão magoado sem verde acanhado, terra seca rachada.

Lembro da clareira que a seriema por lá cantava
Do orvalho caído na noite, o vento, longe atirava
Do dia ensolarado, meu rosto ficava corado
O frescor da noite aliviava.

Menos molhado, assim é o sertão
Chovia a semente movia lá do chão.
Água caia, eu ficava mais confiante
Alegre eu via o sertão abundante.

A saudade me invade e eu lembro o que vivi
Sonho com a morena, que deixei quando parti.
O mundo deu voltas e vejo que aquele lugar
Esteve comigo onde eu fui, onde vou, e onde quero estar

Desse sertão eu estou longe, passa por dentro de mim
No meu coração está inteiro, o nordeste o sem fim.
Sem fim , sem fim ...

Nostalgia del Sertão

Siento nostalgia del sertão, del triste canto de la juriti
Del mirar de la cabocla, de todo lo que allí existe.
Estrellas brillantes en el cielo esparcidas
Melancólicas se ocultan en la madrugada
Sertão herido sin verde, tímido, tierra seca agrietada.

Recuerdo la clareira donde la seriema cantaba
Del rocío caído en la noche, el viento, lejos arrojaba
Del día soleado, mi rostro se ponía colorado
El frescor de la noche aliviaba.

Menos húmedo, así es el sertão
Llovía la semilla movía allí del suelo.
Agua caía, yo me sentía más confiado
Alegre veía el sertão abundante.

La nostalgia me invade y recuerdo lo que viví
Sueño con la morena, que dejé cuando partí.
El mundo dio vueltas y veo que aquel lugar
Estuvo conmigo donde fui, donde voy, y donde quiero estar.

De este sertão estoy lejos, pasa por dentro de mí
En mi corazón está entero, el nordeste sin fin.
Sin fin, sin fin...

Escrita por: Marcos Ribeiro, Derval Souza