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Senhora do Véu Negro I

Declínio

Senhora do Véu Negro I

Olá! Seja bem-vinda, minha velha amiga
Somos só você e eu de novo
Olhando para ti, minha mente clareia
Através de sua chama alheia

Olá, minha amiga, quanto tempo
Senti saudades do seu abraço apertado
Me sufocava e eu nem ligava
E soltando no limite, eu acabava
Arrependido, pois mais um pouco eu desejava
Que me arrastava contigo pro abismo do conforto
Só que para mim exigia muito esforço
Você me atiçava com carinho no pescoço
Tirava da minha mente problemas colossais
Insolucionáveis, não esqueço jamais

Obrigado por me fazer enxergar através do seu véu
Escuro como a noite, me sentindo como um réu
Preparado pra ouvir: Senhor, você tá livre
Comprando a pré-venda da minha felicidade
Compondo a esperança de minha fidelidade

Fazendo te jurar que não te deixo jamais
Agora que voltou, segure firme e não largue
Pois minha gravata está pronta para o embarque
Darei oi aos vermes por ti, fica tranquila

Mas antes de ir, preciso me afogar
Em um copo de uísque ou tequila
Sóbrio como a noite mais turbulenta
Deixarei a terra mais suculenta
Minha carne te alimentará

Senhora do Véu Negro I

Hola! Bienvenida, mi vieja amiga
Somos solo tú y yo de nuevo
Mirándote, mi mente se aclara
A través de tu llama ajena

Hola, mi amiga, hace mucho tiempo
Extrañaba tu abrazo apretado
Me sofocaba y ni me importaba
Y soltándome al límite, terminaba
Arrepentido, pues deseaba un poco más
Que me arrastraba contigo al abismo del confort
Solo que para mí requería mucho esfuerzo
Me provocabas con cariño en el cuello
Sacabas de mi mente problemas colosales
Insolubles, no olvido jamás

Gracias por hacerme ver a través de tu velo
Oscuro como la noche, sintiéndome como un reo
Listo para escuchar: Señor, estás libre
Comprando la preventa de mi felicidad
Componiendo la esperanza de mi fidelidad

Haciéndote jurar que no te dejaré jamás
Ahora que has vuelto, agárrate fuerte y no sueltes
Porque mi corbata está lista para el embarque
Saludaré a los gusanos por ti, quédate tranquila

Pero antes de irme, necesito ahogarme
En un vaso de whisky o tequila
Sobrio como la noche más turbulenta
Dejaré la tierra más fértil
Mi carne te alimentará

Escrita por: Lophrano / Bruno Ternoval / Kiko Paiva