395px

El Día Cero

Decreto Final

O Dia Zero

Seis horas da manhã me levando pro trabalho
Jogo na barriga um pão com leite gelado
Eu caminho pra parada pra pegar o ônibus
Eu só vejo prostitutas e maconheiros "sem vergonhos"

Subo no "trampa" correndo perigo
Pendurado na porta a cada curva é um risco
Consigo chegar ao destino esperado
Ao atravessar a rua quase sou atropelado
- Filha da puta sai da frente que é você quem está errado
- Filha da puta é você

Depois de quase atropelado continuei em frente
Vi mais adiante uma "multidão de gente"
Eu perguntei o que era. Era mais um acidente
Nessa cidade violenta, cheio de crime e de gente incompetente

Naquele tumulto ninguém percebeu
Mas um cara armado levou tudo que era meu
Saí dali sem uma ruela no bolso
Desapontado, furioso fui fazer o meu esforço

Na porta do trabalho meu patrão gritou
- Ta atrasado!
Eu respondi
- Desculpa aí doutor. Fui assaltado.
- Não tem desculpa não. Vou descontar do seu salário.
- Doutor não faça isso, meu salário já é pouco
Estou num grande sufoco, muita conta pra pagar
Ainda tenho três bocas para alimentar
- Que nada. Eu não to nem aí
Você está fora da empresa, procure outro canto pra ir

Saí da empresa desesperado
Sem nada na mão, sem nenhum trocado
Essa é a vida de um pobre brasileiro
Sou mais um desempregado

El Día Cero

A las seis de la mañana me dirijo al trabajo
Me como un pan con leche fría en el estómago
Camino hacia la parada para tomar el autobús
Solo veo prostitutas y drogadictos 'sinvergüenzas'

Entro al 'curro' corriendo peligro
Colgado de la puerta, cada curva es un riesgo
Logro llegar al destino esperado
Al cruzar la calle casi me atropellan
- Hijo de puta, ¡quítate de en medio, tú eres el que está mal!
- Hijo de puta, eres tú

Después de casi ser atropellado, seguí adelante
Vi más adelante una 'multitud de gente'
Pregunté qué pasaba. Era otro accidente
En esta ciudad violenta, llena de crimen y gente incompetente

En medio de ese tumulto nadie se dio cuenta
Pero un tipo armado me quitó todo lo que tenía
Salí de ahí sin un centavo en el bolsillo
Decepcionado, furioso, fui a hacer mi esfuerzo

En la puerta del trabajo, mi jefe gritó
- ¡Estás retrasado!
Yo respondí
- Disculpe, doctor. Fui asaltado.
- No hay excusas. Lo descontaré de tu salario.
- Doctor, por favor, mi salario ya es poco
Estoy en aprietos, muchas cuentas que pagar
Todavía tengo tres bocas que alimentar
- No me importa. Estás despedido
Busca otro lugar donde ir

Salí de la empresa desesperado
Sin nada en las manos, sin un centavo
Así es la vida de un pobre brasileño
Soy otro desempleado

Escrita por: Harrison / Rick / Roberto