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Odisea

Del Toro

Odisseia

Esse corpo correndo pelas artérias da lapa
Esse vulto de certeza, um instante que escapa
No esquema do mundo, desejo que dilata

Essa bicha escorrendo por santa teresa
Olho vendado entrando em carro só pra ter certeza
Que ao raiar da guanabara é burguesa, realeza

Mas eu nunca prometi fazer sentido (viadinho do caralho)
Nunca fiz questão de ter você comigo (eu nunca fiz questão, eu nunca fiz questão)

Feixe de luz nesse planeta 96, 19, 25, 24, 04
Nessas horas, nesse espaço
É assim que eu me sinto, inevitável, sempre instável, inexorável
Essa odisséia eu escrevo pra você
A minha história aqui eu canto pra você

Com o licor e o revólver na mão, esse calor que se alastra e alucina, pé que sangra, perna bamba, mente insana, corpo sem histamina
Que sucumbe à espera, elucidando a decisão

De uma próxima jogada, uma nova cartada
Essa vida ensandecida nunca deu em nada
Rivotril e sertralina na sarjeta jogada

Mas eu nunca prometi fazer sentido (eu nunca prometi, eu nunca prometi)
Nunca fiz questão de ter você comigo (não, não, não, não)

Feixe de luz nesse planeta 96, 19, 25, 24, 04
Nessas horas, nesse espaço
É assim que eu me sinto, inevitável, sempre instável, inexorável
Essa odisséia eu escrevo pra você
A minha história aqui eu canto pra você

(Feixe de luz nesse planeta 96, 19, 25, 24, 04
Nessas horas, nesse espaço)

E à noite pra onde escorre tanta alma?
Essa lama escorrendo na cidade calma
A minha alma escorrendo em você
Esse tesouro eu não dou pra mal-querer
Muito cuidado com o que você vai dizer
A vida é louca e eu não fico a mercê
O mundo cobra, rua lateja
Tempo de sobra é uma serpente que rasteja
É muita hora se empilhando nesse quarto 24, 04, 19, 96, 25, 57, 13, 12, 91

Odisea

Este cuerpo corriendo por las arterias de la lapa
Esta figura de certeza, un instante que escapa
En el esquema del mundo, deseo que se dilata

Esta loca deslizándose por Santa Teresa
Ojo vendado entrando en un auto solo para estar seguro
Que al amanecer de la Guanabara es burguesa, realeza

Pero nunca prometí tener sentido (maricón de mierda)
Nunca insistí en tenerte conmigo (nunca insistí, nunca insistí)

Rayo de luz en este planeta 96, 19, 25, 24, 04
En estas horas, en este espacio
Así es como me siento, inevitable, siempre inestable, inexorable
Esta odisea la escribo para ti
Mi historia aquí la canto para ti

Con el licor y el revólver en la mano, este calor que se expande y alucina, pie que sangra, pierna tambaleante, mente insana, cuerpo sin histamina
Que sucumbe a la espera, esclareciendo la decisión

De una próxima jugada, una nueva carta
Esta vida enloquecida nunca llevó a nada
Rivotril y sertralina en la cuneta arrojada

Pero nunca prometí tener sentido (nunca prometí, nunca prometí)
Nunca insistí en tenerte conmigo (no, no, no, no)

Rayo de luz en este planeta 96, 19, 25, 24, 04
En estas horas, en este espacio
Así es como me siento, inevitable, siempre inestable, inexorable
Esta odisea la escribo para ti
Mi historia aquí la canto para ti

(Rayo de luz en este planeta 96, 19, 25, 24, 04
En estas horas, en este espacio)

Y en la noche ¿hacia dónde se escapa tanta alma?
Esta lama deslizándose en la ciudad tranquila
Mi alma deslizándose en ti
Este tesoro no lo doy al malquerer
Mucho cuidado con lo que vas a decir
La vida es loca y no me quedo a merced
El mundo exige, la calle late
El tiempo de sobra es una serpiente que se arrastra
Son muchas horas acumulándose en esta habitación 24, 04, 19, 96, 25, 57, 13, 12, 91

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