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Cuando las horas se alargan

Délcio Tavares

Quando as horas se alongam

Mais uma vez seguimos rumos diferentes
Como a constância inconstante das estradas
Que embora às vezes separadas pelas léguas
Teimam em voltar pra se encontrar na encruzilhada

Ficou teu cheiro na baeta do meu poncho
E nos ouvidos tua risada cristalina
Ficou na boca o teu gosto de mulher
E nos meus olhos os teus olhos de menina

Na hora lenta que se arrasta na tua ausência
Por ter consciência do amor que existe em nós
Se estamos juntos, se encolhe de ciúme
Depois se alonga pra nos ver mais tempo a sós

Os meus pelegos são tão frios nestes invernos
E a solidão faz mais longas minhas noites
Onde a saudade vem rondar a tropa mansa
Das tuas lembranças que castigam como açoite

Sinto nas mãos tua silhueta delicada
Redesenhada em cada gesto inconsciente
E entre meus braços sinto as formas do teu corpo
Quando tu chegas e te achegas calmamente

Cuando las horas se alargan

Una vez más seguimos caminos diferentes
Como la constancia inconstante de las carreteras
Que aunque a veces separadas por las leguas
Insisten en volver a encontrarse en la encrucijada

Tu aroma quedó impregnado en la tela de mi poncho
Y en mis oídos tu risa cristalina
Quedó en mi boca tu sabor a mujer
Y en mis ojos tus ojos de niña

En la hora lenta que se arrastra en tu ausencia
Por tener conciencia del amor que existe en nosotros
Si estamos juntos, se encoge de celos
Luego se alarga para vernos más tiempo a solas

Mis mantas son tan frías en estos inviernos
Y la soledad hace más largas mis noches
Donde la añoranza viene a rondar la tranquila tropa
De tus recuerdos que castigan como látigo

Siento en mis manos tu silueta delicada
Rediseñada en cada gesto inconsciente
Y entre mis brazos siento las formas de tu cuerpo
Cuando llegas y te acercas lentamente

Escrita por: Jaime Brum Carlos / Sabani Felipe de Souza