Epílogo
Chove, e cada gota é dor
O silêncio se rompe, eu acordo
Vou me recompor
Não me lembro, não me lembro bem
Como foi que acabou
Mas agora, justo agora eu sei
o que ficou, o que sobrou
Depois de pouco tempo, nós
Seguimos outra direção
E os planos que fizemos já
Não tem nenhum valor
Mas, vou carregar
sozinho a dor que você já apagou
Tão frio, o seu jeito de me olhar
Hoje vejo em seus olhos alguém que
Já não conheço mais
Só agora eu consigo ver
Que fui eu quem deixou você ir embora
Meu Deus, o que eu fiz
Quem errou, foi quem pagou
Depois de quase desabar
não restam forças pra lutar
Se a nossa guerra acabou, não fui o vencedor
Mas vou tentar só me lembrar do lado bom
E, assim, eu deixo que se vá
Me resta dar um tempo ao tempo
Reaprender a caminhar sozinho outra vez
E, assim, apagar do peito a dor
Da vida após o amor
O barulho não me incomoda
Mas o teu silencio ensurdece os meus ouvidos
E são essas reclamações que embalam o meu sono
E a tua ausência, cada dia mais presente em mim
Me trouxe uma sensação de liberdade
Saudade nunca existiu
Não se sente falta do que não se teve
Mas a vontade me consome
E posterga toda razão
E mesmo sabendo que é errado
Não me importo com a culpa
Pois não a amor sem ódio ou prazer sem dor
Epílogo
Llueve, y cada gota es dolor
El silencio se rompe, despierto
Voy a reponerme
No recuerdo, no recuerdo bien
Cómo terminó
Pero ahora, justo ahora sé
lo que quedó, lo que sobrevivió
Después de poco tiempo, nosotros
Tomamos otro rumbo
Y los planes que hicimos ya
No tienen ningún valor
Pero, cargaré
solo el dolor que tú ya borraste
Tan frío, tu forma de mirarme
Hoy veo en tus ojos a alguien que
Ya no reconozco
Solo ahora puedo ver
Que fui yo quien te dejó ir
Mi Dios, ¿qué hice?
Quien se equivocó, fue quien pagó
Después de casi desmoronarme
no quedan fuerzas para luchar
Si nuestra guerra terminó, no fui el vencedor
Pero intentaré recordar solo el lado bueno
Y, así, dejo que se vaya
Me queda darle tiempo al tiempo
Reaprender a caminar solo otra vez
Y, así, borrar del pecho el dolor
De la vida después del amor
El ruido no me molesta
Pero tu silencio ensordece mis oídos
Y son esas quejas las que me arrullan en el sueño
Y tu ausencia, cada día más presente en mí
Me trajo una sensación de libertad
La nostalgia nunca existió
No se extraña lo que no se tuvo
Pero la voluntad me consume
Y posterga toda razón
Y aunque sé que está mal
No me importa la culpa
Pues no hay amor sin odio o placer sin dolor