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Chica Rufina

Desidério Souza

Chica Rufina

Fui num fandango que me convidaram mas me saiu caro a tal brincadeira
Me apresentam a chica rufina, velhota granfina filha da fronteira
Com um sorriso me apertou a mão com satisfação respondi de primeira
Convidei ela e caimo na dança na minha esperança de encher a carteira
Convidei ela e caimo na dança na minha esperança de encher a carteira

Nos dois dançava e o resto assistia eu não desistia da véia fuleia
Assim nos fumo até clarear o dia quando eu já sentia uma dor nas cadeira
Convidei ela e fomo pra cozinha pra ver se ainda tinha café de chaleira
E foi por lá que alguém me descobre que a China era pobre sem eira e nem beira
Eu me zanguei e não quis o namoro pois China sem ouro não há quem lhe queira
Eu me zanguei e não quis o namoro pois China sem ouro não há quem lhe queira

Mas a malvada não se conformou e em seguida apelou pra uma velha bruxeira
E a maldita prometeu pra ela que eu ia ser dela de qualquer maneira
Pois para bem pra eu poder me livrar tive que apelar pra outra feiticeira
Que me promete a me tirar do talo porém pede um galo toda a sexta-feira
Que me promete a me tirar do talo porém pede um galo toda a sexta-feira

Assim vivemo neste triste drama e ela me defama que eu sou calavera
A gente dela já entrou no meio e eu já dei rodeio pra família inteira
Não me importo de correr perigo e até não ligo gente arruaceira
Eu resolvi casar com outra China e a chica rufina que morra solteira
Eu resolvi casar com outra China e a chica rufina que morra solteira

Chica Rufina

Fui a un fandango al que me invitaron, pero me salió caro la dichosa fiesta
Me presentaron a Chica Rufina, una vieja refinada hija de la frontera
Con una sonrisa me estrechó la mano, respondí de inmediato con satisfacción
La invité a bailar y caí en la trampa, con la esperanza de llenar mi billetera
La invité a bailar y caí en la trampa, con la esperanza de llenar mi billetera

Los dos bailábamos mientras los demás observaban, yo no me rendía ante la vieja astuta
Así seguimos hasta que amaneció, cuando ya sentía un dolor en las caderas
La invité a la cocina para ver si aún había café en la pava
Fue allí donde alguien me reveló que China era pobre, sin un centavo
Me enojé y no quise seguir con el romance, porque una China sin dinero no tiene pretendientes
Me enojé y no quise seguir con el romance, porque una China sin dinero no tiene pretendientes

Pero la malvada no se conformó y recurrió a una vieja bruja
Y la maldita le prometió que yo sería suyo de cualquier manera
Para poder librarme de ella, tuve que recurrir a otra hechicera
Que prometió sacarme del apuro, pero pidió un gallo cada viernes
Que prometió sacarme del apuro, pero pidió un gallo cada viernes

Así vivimos en este triste drama, ella me difama diciendo que soy un calavera
Su gente se metió en medio y tuve que lidiar con toda la familia
No me importa correr peligro, ni me importa la gente alborotadora
Decidí casarme con otra China y que Chica Rufina muera soltera
Decidí casarme con otra China y que Chica Rufina muera soltera

Escrita por: Osvaldo Flores / Velho Milongueiro