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Pajador Patriota

Desidério Souza

Pajador Patriota

Quando eu canto feliz
Este pedaço de chão
Escancaro o coração
Pro meu imenso pais
Se meu cantar tem raiz
E veste bombacha e bota
Não é a rudeza da grota
Nem a individualidade
É nada mais que a verdade
De um pajador patriota

Hoje em tempos de paz
Venho buscar meu direito
Repudiando o preconceito
De um regional incapaz
Por que um pajador não faz
Verso ignóbil por lorota
Se uma homenagem que brota
Pra sepé ou carai
É um verso nascido aqui
De um pajador patriota

Se versejo pras missões
Litoral campanha, ou serra
Eu canto a minha terra
Sem louvar outras nações
Rechaço a insinuações
De que o rio grande é ilhota
O meu amor não se esgota
Naquela fronteira norte
Tenho pátria e tenho a sorte
De um pajador patriota

São meros trezentos anos
De formação cultural
Meu pago meridional
Se parece aos castelhanos
O jeito dos campechanos
Quem nos olha logo nota
Somos o início da rota
Desta nação brasileira
Temos pajada campeira
De um pajador patriota

Sou meu rio grande campeiro de antanho
Sou mangrulho e defendo com orgulho, este torrão brasileiro

Pajador Patriota

Cuando canto feliz
Este pedazo de tierra
Abro mi corazón
Para mi inmenso país
Si mi canto tiene raíces
Y viste bombacha y botas
No es la rudeza del rancho
Ni la individualidad
Es simplemente la verdad
De un pajador patriota

Hoy en tiempos de paz
Vengo a reclamar mi derecho
Rechazando el prejuicio
De una región incapaz
Porque un pajador no hace
Versos viles por mentiras
Si un homenaje que surge
Para Sepé o carajo
Es un verso nacido aquí
De un pajador patriota

Si verso para las misiones
Costa, campo o sierra
Canto a mi tierra
Sin alabar otras naciones
Rechazo insinuaciones
De que Río Grande es una isla
Mi amor no se agota
En esa frontera norte
Tengo patria y tengo la suerte
De ser un pajador patriota

Son apenas trescientos años
De formación cultural
Mi pago meridional
Se asemeja a los castellanos
La forma de los campechanos
Quien nos mira pronto nota
Somos el comienzo de la ruta
De esta nación brasileña
Tenemos la poesía campera
De un pajador patriota

Soy mi Río Grande campechano de antaño
Soy valiente y defiendo con orgullo, esta tierra brasileña

Escrita por: Desidério Souza / Paulo de Freitas Mendonça