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Self-destruction

Desvernia

Autodestruição

Quebro os ossos, da minha própria fé
Afogo a carne em veneno que arde
Sangro em memórias que nunca se vão
Consumo minha alma até não restar nada

Cada cicatriz é um templo profano
Erguido em silêncio, desfeito em engano
Eu sou a chama que devora o meu ser
Sou a navalha que insiste em doer
Na ruína eu encontro meu abrigo
Autodestruição meu único inimigo

Espelhos quebrados devolvem meu rosto
Fragmentos de dor, um reflexo exposto

Grito por dentro mais nada responde
No poço sem fundo a razão se esconde
O vício da queda me prende outra vez
A morte me chama mais nunca me fez

Eu sou a chama que devora o meu ser
Sou a navalha que insiste em doer
Na ruína eu encontro meu abrigo
Autodestruição meu único inimigo

Consumo o que resta, desejo o colapso
Cada ferida torno mais fraco
Caminho sem olhos, corro sobre o chão
Eu sou a desgraça da minha própria mão

Eu sou a chama que devora o meu ser
Sou a navalha que insiste em doer
No fim só restaram as cinzas comigo
Autodestruição meu eterno castigo

Self-destruction

I break the bones of my own faith
I drown the flesh in burning poison
I bleed in memories that never go away
I consume my soul until there is nothing left

Every scar is a unholy temple
Raised in silence, undone in deceit
I am the flame that devours my being
I am the razor that insists on hurting
In ruin I find my shelter
Self-destruction my only enemy

Broken mirrors give me back my face
Fragments of pain, an exposed reflection

I scream inside but nothing answers
In the bottomless pit reason hides
The addiction of falling traps me again
Death calls me but never made me

I am the flame that devours my being
I am the razor that insists on hurting
In ruin I find my shelter
Self-destruction my only enemy

Consumption what remains, desire the collapse
Every wound makes me weaker
I walk without eyes, I run on the ground
I am the disgrace of my own hand

I am the flame that devours my being
I am the razor that insists on hurting
In the end, only ashes remain with me
Self-destruction my eternal punishment

Escrita por: O Genji, Bruno Gustavo dos Santos Carvalho