395px

Autodestrucción

Desvernia

Autodestruição

Quebro os ossos, da minha própria fé
Afogo a carne em veneno que arde
Sangro em memórias que nunca se vão
Consumo minha alma até não restar nada

Cada cicatriz é um templo profano
Erguido em silêncio, desfeito em engano
Eu sou a chama que devora o meu ser
Sou a navalha que insiste em doer
Na ruína eu encontro meu abrigo
Autodestruição meu único inimigo

Espelhos quebrados devolvem meu rosto
Fragmentos de dor, um reflexo exposto

Grito por dentro mais nada responde
No poço sem fundo a razão se esconde
O vício da queda me prende outra vez
A morte me chama mais nunca me fez

Eu sou a chama que devora o meu ser
Sou a navalha que insiste em doer
Na ruína eu encontro meu abrigo
Autodestruição meu único inimigo

Consumo o que resta, desejo o colapso
Cada ferida torno mais fraco
Caminho sem olhos, corro sobre o chão
Eu sou a desgraça da minha própria mão

Eu sou a chama que devora o meu ser
Sou a navalha que insiste em doer
No fim só restaram as cinzas comigo
Autodestruição meu eterno castigo

Autodestrucción

Quebro los huesos, de mi propia fe
Ahogo la carne en veneno que arde
Sangro en recuerdos que nunca se van
Consumo mi alma hasta que no quede nada

Cada cicatriz es un templo profano
Erguido en silencio, deshecho en engaño
Soy la llama que devora mi ser
Soy la navaja que insiste en doler
En la ruina encuentro mi refugio
Autodestrucción, mi único enemigo

Espejos rotos devuelven mi rostro
Fragmentos de dolor, un reflejo expuesto

Grito por dentro, pero nada responde
En el pozo sin fondo, la razón se esconde
El vicio de la caída me atrapa otra vez
La muerte me llama, pero nunca me hizo

Soy la llama que devora mi ser
Soy la navaja que insiste en doler
En la ruina encuentro mi refugio
Autodestrucción, mi único enemigo

Consumo lo que queda, deseo el colapso
Cada herida me vuelve más débil
Camino sin ojos, corro sobre el suelo
Soy la desgracia de mi propia mano

Soy la llama que devora mi ser
Soy la navaja que insiste en doler
Al final solo quedaron las cenizas conmigo
Autodestrucción, mi eterno castigo

Escrita por: O Genji, Bruno Gustavo dos Santos Carvalho