395px

Brillante

Devaneio Ativo

Brilhante

Quer saber?
Não penso em nada
Vivo calada
Sozinha...

Quer saber?
Não me interessa
As cores de um sonho
Pois dizem que eles se contorcem

Quer saber?
Não interromperei mais
Com a minha filosofia
A reza sagrada dos católicos

Quer saber?
E agora não serei tão tola
A explicar meu pranto
Não me interessam as cores de um sonho
Pois dizem que eles se contorcem:

Na realidade, em qualquer idade
Fez-se uma criança
A acreditar
Só para mais tarde o vendaval levar
E deixar uma coisa morta
Boiando no mar
Será que você não percebe que ali existe um coração?
Cercado com teus monstros
Em clandestinos devaneios
Vida de ilusão
Acorrentado por medo
A flor da pele o louco sonha
E dorme ali mesmo
Com seus segredos

Quer saber?
Você pode até deixar
Mas eu não permito
Que retardem meu sentimento em apenas um grito

E não devemos esquecer de viver
Pois nem tudo que nasce crece
As flores também morrem
As rosas perdem suas pétalas
Mesmo que pareça vento ou furacão
Eu não me entrego a outra sensação
E os sonhos se tornarão palpáveis
A palma da mão
E o amor fará sua parte
Viveremos de madeira e arte.

Quer saber ?
Não penso em nada
Vivo calada
Sozinha ...

Brillante

Quieres saber?
No pienso en nada
Vivo en silencio
Sola...

Quieres saber?
No me importa
Los colores de un sueño
Porque dicen que se retuercen

Quieres saber?
No interrumpiré más
Con mi filosofía
La sagrada oración de los católicos

Quieres saber?
Y ahora no seré tan tonta
Al explicar mi llanto
No me importan los colores de un sueño
Porque dicen que se retuercen:

En realidad, a cualquier edad
Se hizo un niño
A creer
Solo para que más tarde se lo lleve el vendaval
Y deje algo muerto
Flotando en el mar
¿No te das cuenta de que ahí hay un corazón?
Rodeado de tus monstruos
En devaneos clandestinos
Vida de ilusión
Acorralado por el miedo
En la piel el loco sueña
Y duerme ahí mismo
Con sus secretos

Quieres saber?
Puedes intentarlo
Pero no permitiré
Que retrasen mis sentimientos en un solo grito

Y no debemos olvidar vivir
Porque no todo lo que nace crece
Las flores también mueren
Las rosas pierden sus pétalas
Aunque parezca viento o huracán
No me entrego a otra sensación
Y los sueños se volverán tangibles
En la palma de la mano
Y el amor hará su parte
Viviremos de madera y arte.

Quieres saber?
No pienso en nada
Vivo en silencio
Sola...

Escrita por: Fernando Macário